Rastreamento em Atenção Básica: Diretrizes e Papanicolau

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2016

Enunciado

Com base no Caderno de Atenção Básica número 29 do Ministério da Saúde sobre Rastreamento, é INCORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Rastreamento é a realização de testes ou exames diagnósticos em populações ou pessoas assintomáticas, com a finalidade de diagnóstico precoce (prevenção secundária) ou de identificação e controle de riscos, tendo como objetivo final reduzir a morbimortalidade da doença, agravo ou risco rastreado.
  2. B) Um exame de ratreamento deve ter ótima sensibilidade e especificidade, para que resulte em pequenas taxas de falso-positivo e para que dê segurança de que a pessoa realmente não tem a doença quando o resultado for negativo.
  3. C) Está recomendado o rastreamento da hipertensão arterial nos adultos (acima de 18 anos) sem conhecimento de que sejam hipertensos, com pelo menos uma medida de pressão arterial anual.
  4. D) Recomenda-se o rastreamento de todos os pacientes adultos e crianças maiores de seis anos para obesidade e a oferta de intervenções de aconselhamento e de mudança de comportamento para sutentar a perda de peso.
  5. E) A rotina preconizada no rastreamento de câncer de colo uterino é a repetição do exame de papanicolau anual, para todas as mulheres, independente da idade e da atividade sexual.

Pérola Clínica

Rastreamento câncer colo uterino: Papanicolau NÃO é anual para todas as mulheres, tem faixas etárias e frequência específicas.

Resumo-Chave

O rastreamento é uma estratégia de prevenção secundária, visando diagnóstico precoce em assintomáticos. Um bom teste de rastreamento deve ter alta sensibilidade e especificidade. No entanto, a frequência e a população-alvo para exames como o Papanicolau são bem definidas por diretrizes para otimizar o benefício e evitar sobrecarga ou danos.

Contexto Educacional

O rastreamento é uma ferramenta essencial na atenção básica, definida como a realização de testes ou exames diagnósticos em populações assintomáticas com o objetivo de diagnóstico precoce (prevenção secundária) ou identificação e controle de riscos, visando reduzir a morbimortalidade de doenças. Para ser eficaz, um exame de rastreamento deve possuir alta sensibilidade e especificidade, minimizando falsos-positivos e falsos-negativos. As diretrizes do Ministério da Saúde, como as presentes no Caderno de Atenção Básica nº 29, estabelecem protocolos claros para diversos rastreamentos. Por exemplo, a hipertensão arterial é rastreada anualmente em adultos > 18 anos, e a obesidade é rastreada em adultos e crianças > 6 anos, com oferta de intervenções para mudança de comportamento. No entanto, o rastreamento de câncer de colo uterino com o exame de Papanicolau não é anual para todas as mulheres. As diretrizes preconizam o início aos 25 anos para mulheres que já tiveram atividade sexual, com repetição anual por dois anos e, se ambos normais, a cada três anos até os 64 anos. A compreensão dessas especificidades é crucial para a prática clínica e para evitar condutas desnecessárias ou inadequadas.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de rastreamento em saúde pública e seus objetivos?

Rastreamento é a realização de testes ou exames em populações assintomáticas para diagnóstico precoce ou identificação de riscos, visando reduzir a morbimortalidade da doença. É uma estratégia de prevenção secundária.

Quais são os critérios para um bom teste de rastreamento?

Um exame de rastreamento ideal deve ter alta sensibilidade e especificidade para minimizar falsos-positivos e falsos-negativos, além de ser seguro, acessível e ter um bom custo-benefício para a população-alvo.

Qual a frequência recomendada para o exame de Papanicolau no rastreamento de câncer de colo uterino segundo o MS?

O Ministério da Saúde recomenda o Papanicolau para mulheres de 25 a 64 anos que já iniciaram atividade sexual. Após dois exames anuais normais, a frequência passa a ser a cada três anos.

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