Rastreamentos Recomendados pelo Ministério da Saúde no Brasil

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022

Enunciado

Rastreamento é a aplicação de testes em pessoas assintomáticas com o objetivo de selecionar indivíduos para intervenções cujo benefício potencial seja maior que o dano É potencial. É uma intervenção que oferece risco potencial à saúde das pessoas sem o respectivo benefício. Por isso, os critérios para implementação de programas de rastreamento devem ser rigorosos e fundamentados em evidências científicas atualizadas e de alta qualidade. Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que contém apenas rastreamentos indicados, bem fundamentados e recomendados pelo Ministério da Saúde brasileiro.

Alternativas

  1. A) Câncer de próstata em homens > 45 anos; Anemia falciforme nos recém-nascidos; e Câncer de colo de útero em mulheres sexualmente ativas.
  2. B) Tabagismo em adultos; Colonoscopia em homens > 30 anos; e Hipotiroidismo congênito em recém-nascidos.
  3. C) Câncer de mama em mulheres > 30 anos; Pesquisa de sangue oculto nas fezes entre 50-75 anos; e fenilcetonúria nos recém-nascidos.
  4. D) Dislipidemia em homens > 35 anos e Perda auditiva em recém-nascidos.

Pérola Clínica

Rastreamento eficaz: benefício > dano. MS recomenda dislipidemia >35a (homens), perda auditiva e triagem neonatal.

Resumo-Chave

Programas de rastreamento devem ser rigorosamente avaliados para garantir que o benefício potencial supere os danos. O Ministério da Saúde brasileiro recomenda rastreamentos específicos, como para dislipidemia em homens >35 anos e triagem neonatal para perda auditiva, que são baseados em evidências robustas e têm impacto positivo na saúde pública.

Contexto Educacional

O rastreamento em saúde pública é uma estratégia fundamental para a detecção precoce de doenças em indivíduos assintomáticos, visando a intervenção oportuna e a melhoria dos desfechos de saúde. No entanto, a implementação de programas de rastreamento deve ser baseada em critérios rigorosos, como os de Wilson e Jungner, que consideram a magnitude do problema de saúde, a existência de um teste eficaz e seguro, e a disponibilidade de tratamento. No Brasil, o Ministério da Saúde estabelece diretrizes para diversos programas de rastreamento. Entre os rastreamentos bem fundamentados e recomendados, destacam-se a triagem neonatal para condições como hipotiroidismo congênito, fenilcetonúria e anemia falciforme, além da triagem auditiva neonatal (teste da orelhinha). Para adultos, o rastreamento de dislipidemia é indicado, por exemplo, em homens a partir dos 35 anos e mulheres a partir dos 45 anos, devido ao risco cardiovascular. O rastreamento de tabagismo é uma prática recomendada para todos os adultos, visando a cessação. É importante notar que nem todos os rastreamentos propostos são universalmente recomendados. Por exemplo, o rastreamento populacional para câncer de próstata não é uma recomendação do Ministério da Saúde, que preconiza a decisão compartilhada entre médico e paciente. Da mesma forma, o rastreamento de câncer de mama tem indicações específicas de idade (mamografia bienal para mulheres de 50 a 69 anos) e o rastreamento de câncer de colo de útero (Papanicolau) é para mulheres com vida sexual ativa, geralmente a partir dos 25 anos. A escolha da alternativa correta exige conhecimento das recomendações oficiais e atualizadas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para a implementação de um programa de rastreamento?

Os critérios incluem a doença ser um problema de saúde pública, haver um teste de rastreamento válido e seguro, existir tratamento eficaz para a doença detectada precocemente e o benefício do rastreamento superar os danos potenciais.

Quais rastreamentos são recomendados pelo Ministério da Saúde para recém-nascidos?

O Ministério da Saúde recomenda a triagem neonatal para diversas condições, incluindo hipotiroidismo congênito, fenilcetonúria, anemia falciforme e perda auditiva (teste da orelhinha).

O rastreamento de câncer de próstata é universalmente recomendado pelo MS?

Não, o Ministério da Saúde não recomenda o rastreamento populacional para câncer de próstata, mas sim a discussão individualizada com o paciente, considerando riscos e benefícios, para homens a partir de 50 anos ou 45 anos com fatores de risco.

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