PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024
Uma mulher de 43 anos busca por atendimento na sua unidade de Estratégia de Saúde da Família para uma consulta de rotina porque gostaria de fazer um check up. Trata-se de uma mulher branca, cis gênero, casada, com 2 filhos, IMC 22, não fumante, apresentando ciclos menstruais normais, sem casos de câncer ou doenças cardiovasculares na família e sem apresentar qualquer sintoma no momento. Quais das alternativas abaixo apresentam os rastreamentos mais oportunos para essa mulher de acordo com o Ministério da Saúde?
Mulher 43a, sem comorbidades → rastreio MS inclui colo de útero, ISTs, PA, tabaco, saúde mental, violência domiciliar.
O rastreamento em mulheres adultas assintomáticas, conforme o Ministério da Saúde, foca em condições de alta prevalência e impacto, como câncer de colo de útero e ISTs, além de fatores de risco modificáveis e questões psicossociais importantes para a saúde integral. Mamografia e perfil lipídico/glicemia têm indicações específicas de idade ou risco.
O rastreamento em saúde da mulher na Atenção Primária é um pilar fundamental para a promoção da saúde e prevenção de doenças. Para uma mulher de 43 anos, sem comorbidades e com perfil de baixo risco, as diretrizes do Ministério da Saúde focam em intervenções custo-efetivas e de alto impacto na saúde pública. Isso inclui a detecção precoce de câncer de colo de útero, que é uma das principais causas de mortalidade feminina por câncer no Brasil. Além disso, a vigilância para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) como sífilis, HIV e hepatites é crucial, dada a sua prevalência e as consequências a longo prazo. A medida regular da pressão arterial visa identificar precocemente a hipertensão, um fator de risco cardiovascular modificável. A abordagem de hábitos de vida, como o uso de tabaco, e a investigação de saúde mental e violência domiciliar, são essenciais para uma atenção integral, reconhecendo a interconexão entre fatores físicos, psicológicos e sociais na saúde da mulher. É importante notar que, para essa faixa etária e perfil de risco, a mamografia de rastreamento não é indicada rotineiramente pelo MS (inicia aos 50 anos), nem exames como perfil lipídico ou glicemia, a menos que haja fatores de risco adicionais ou sintomas. A prioridade é dada a intervenções com evidência robusta de benefício em larga escala e que se alinham com as políticas de saúde pública do país.
A mamografia de rastreamento é recomendada pelo Ministério da Saúde para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos, em mulheres sem fatores de risco adicionais.
O exame de Papanicolau é recomendado para mulheres que já iniciaram atividade sexual, com idade entre 25 e 64 anos. Após dois exames anuais consecutivos negativos, a frequência passa a ser trienal.
Questões de saúde mental e violência domiciliar têm grande impacto na qualidade de vida e saúde geral da mulher, sendo fundamental a abordagem proativa na atenção primária para identificação e intervenção precoce.
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