SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2020
Clara, 29 anos, procura sua unidade de saúde, pois desde a infância não realiza exames gerais e deseja fazer um check up. Afirma que não tem qualquer receio de doença e buscou a unidade por insistência da mãe. Ao ser questionada, nega quaisquer sintomas cardíacos, respiratórios, gastrointestinais, urinários e ginecológicos. Seus ciclos menstruais estão regulares, com a data da última menstruação há cerca de 1 semana. Afirma que na infância tinha muita anemia, mas sempre corrigida com alimentação, nunca sendo necessária suplementação ou transfusão. Nega internações e cirurgias prévias. Nega uso de qualquer medicamento diário. Nega alergias. Sua mãe toma remédio para tireoide, mas além disso, nega história familiar de doenças crônicas. Nega tabagismo e etilismo. Tem sexo desprotegido com parceiro único há cerca de 2 anos. Tem índice de massa corporal adequado para idade e faz atividade física leve 5 vezes por semana. No caso de Clara, segundo o Ministério da Saúde seriam considerados rastreios adequados:
Mulher jovem sem comorbidades: rastrear HAS, ISTs (HIV/Sífilis), depressão e Ca de colo de útero (Papanicolau).
Para uma mulher jovem e saudável como Clara, os rastreios prioritários incluem condições de alta prevalência ou impacto significativo na saúde pública. Hipertensão, infecções sexualmente transmissíveis (HIV, sífilis), saúde mental (depressão) e câncer de colo de útero são rastreios recomendados pelo Ministério da Saúde para essa faixa etária e perfil.
O rastreamento de saúde em adultos jovens, especialmente mulheres, visa identificar precocemente condições que podem ser tratadas ou manejadas para prevenir complicações futuras. O Ministério da Saúde estabelece diretrizes para otimizar o uso de recursos e focar nas intervenções de maior impacto na saúde pública. Para uma mulher de 29 anos, sem comorbidades conhecidas, mas com vida sexual ativa, alguns rastreios são prioritários. A aferição regular da pressão arterial é fundamental para o rastreamento de hipertensão arterial, uma condição de alta prevalência e que, se não tratada, leva a graves complicações cardiovasculares. O rastreamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como HIV e sífilis, é crucial para indivíduos sexualmente ativos, mesmo com parceiro único, devido ao risco de transmissão e às consequências sérias dessas infecções. O Papanicolau é o principal método de rastreamento para o câncer de colo de útero, recomendado a partir dos 25 anos para mulheres com vida sexual ativa. Além disso, a avaliação da saúde mental, incluindo o rastreamento para depressão, é uma parte essencial do cuidado integral, considerando a alta prevalência de transtornos mentais na população. Outros exames, como dislipidemia ou hipotireoidismo, podem ser considerados com base em fatores de risco adicionais ou histórico familiar, mas não são rastreios universais para essa idade e perfil sem outras indicações.
A aferição da pressão arterial deve ser realizada em todas as consultas de rotina, pelo menos anualmente, para rastreamento de hipertensão arterial.
O rastreamento com Papanicolau é recomendado para mulheres a partir dos 25 anos que já iniciaram atividade sexual, com periodicidade anual e, após dois exames negativos consecutivos, a cada três anos.
Mesmo com parceiro único, o rastreamento é importante devido à possibilidade de infecções prévias não diagnosticadas ou à falta de conhecimento sobre o histórico sexual do parceiro. O sexo desprotegido é um fator de risco.
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