ENARE/ENAMED — Prova 2023
Paciente, sexo feminino, casada, 53 anos e obesa, procura atendimento médico em UBS pela primeira vez e relata nunca ter realizado exames de rotina. Sobre o caso, qual conduta NÃO deve ser tomada?
Mulher 53a, obesa, sem exames → rastreamento completo (câncer, metabólico, vacinas). TC abdome não é rotina.
Em uma paciente de 53 anos, obesa e sem histórico de exames de rotina, a prioridade é o rastreamento de doenças prevalentes para sua faixa etária e fatores de risco, como câncer de mama e colo de útero, diabetes e dislipidemia, além da atualização vacinal. A TC de abdome não faz parte do rastreamento populacional de rotina.
O atendimento em Unidades Básicas de Saúde (UBS) frequentemente envolve a abordagem de pacientes que nunca realizaram exames de rotina. Nesses casos, a prioridade é a promoção da saúde e o rastreamento de doenças prevalentes, guiado por diretrizes clínicas e fatores de risco individuais. A idade e a obesidade da paciente indicam a necessidade de rastreamento para condições como câncer de mama, câncer de colo de útero, diabetes e dislipidemia. A solicitação de exames deve ser baseada em evidências e na relação custo-benefício para a saúde pública. Exames como hemograma, glicemia de jejum, lipidograma, citologia oncótica e mamografia são pilares do rastreamento para essa faixa etária. A verificação e atualização vacinal também são condutas essenciais na atenção primária. É importante que residentes saibam diferenciar exames de rastreamento populacional de exames diagnósticos específicos. A tomografia computadorizada de abdome, por exemplo, não é um exame de rastreamento de rotina e deve ser solicitada apenas diante de uma suspeita clínica específica, para evitar exposição desnecessária à radiação e custos elevados.
Para mulheres acima de 50 anos, são indicados rastreamento para câncer de mama (mamografia), câncer de colo de útero (citologia oncótica), diabetes (glicemia de jejum) e dislipidemia (lipidograma), além da avaliação da pressão arterial.
A citologia oncótica (Papanicolau) é recomendada para mulheres a partir dos 25 anos que já iniciaram atividade sexual, com periodicidade de 3 em 3 anos após dois exames anuais consecutivos normais, até os 64 anos.
A atualização vacinal em adultos é crucial para prevenir doenças infecciosas como tétano, difteria, coqueluche, sarampo, caxumba, rubéola, influenza e COVID-19, protegendo o indivíduo e a comunidade.
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