Rastreamento de Saúde Masculina: Guia para 50+ e Tabagistas

ENARE/ENAMED — Prova 2026

Enunciado

Homem de 52 anos, branco, solteiro, comparece à consulta agendada na Unidade Básica de Saúde desejando realizar revisão clínica e exames laboratoriais. Desde os 35 anos não faz acompanhamento de saúde. Relata história familiar de diabetes e hipertensão, e a mãe faleceu com câncer de pulmão. Sem história familiar de câncer de próstata. Fuma cerca de 2 maços por dia há 21 anos. Exame físico, pressão arterial de 120 x 80 mmHg, índice de massa corporal de 23 kg/m², sem outras alterações. Considerando as recomendações de rastreamento para esse paciente, o médico de família e comunidade deve

Alternativas

  1. A) solicitar exames de colesterol total e frações, hemograma, glicemia de jejum, creatinina, PSA, radiografia de tórax, colonoscopia, realizar toque retal, orientar sobre a prática de atividade física regular.
  2. B) solicitar exames de colesterol total, glicemia de jejum, pesquisa de sangue oculto nas fezes, PSA, ofertar anti-HIV e HBsAg, realizar toque retal, orientar sobre participação no grupo na UBS para abandono do tabagismo.
  3. C) abordar mudanças no estilo de vida e cessação do tabagismo, acompanhar em consultas longitudinais as futuras possibilidades de exames complementares, quando o paciente atingir faixa etária para investigações adicionais.
  4. D) solicitar exames de colesterol total, HDL e triglicerídeos, glicemia de jejum, pesquisa de sangue oculto nas fezes, ofertar testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C, realizar abordagem sobre possibilidade de cessação do tabagismo.

Pérola Clínica

Homem 52 anos, tabagista, sem rastreamento prévio → Rastrear dislipidemia, DM, CCR, HIV, sífilis, hepatites B/C + Abordar tabagismo.

Resumo-Chave

Em pacientes masculinos acima de 50 anos, especialmente com fatores de risco como tabagismo e histórico familiar, o rastreamento deve ser abrangente, incluindo perfil lipídico, glicemia de jejum, pesquisa de sangue oculto nas fezes (para câncer colorretal) e testes para infecções sexualmente transmissíveis (HIV, sífilis, hepatites B e C). A abordagem do tabagismo é fundamental, sendo uma das intervenções mais impactantes na saúde.

Contexto Educacional

A atenção primária à saúde desempenha um papel fundamental no rastreamento e prevenção de doenças, especialmente em pacientes que não realizam acompanhamento regular. Para um homem de 52 anos, tabagista e com histórico familiar de doenças crônicas, a abordagem deve ser abrangente. O rastreamento de dislipidemias (colesterol total, HDL, triglicerídeos) e diabetes mellitus (glicemia de jejum) é essencial, dada a idade e os fatores de risco. A pesquisa de sangue oculto nas fezes é uma ferramenta de rastreamento para câncer colorretal, recomendada para indivíduos a partir dos 50 anos. Além disso, a oferta de testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C é uma prática recomendada na atenção primária, especialmente para pacientes com histórico de ausência de acompanhamento de saúde, visando a detecção precoce e o tratamento. A abordagem do tabagismo é uma prioridade máxima. O médico de família e comunidade deve realizar uma intervenção breve, oferecer apoio e encaminhamento para grupos ou programas de cessação do tabagismo, dada a alta morbimortalidade associada a esse hábito. A discussão sobre o rastreamento de câncer de próstata (PSA e toque retal) deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios e as preferências do paciente, conforme as diretrizes atuais.

Perguntas Frequentes

Quais exames de rastreamento são indicados para um homem de 52 anos tabagista?

Colesterol total, HDL, triglicerídeos, glicemia de jejum, pesquisa de sangue oculto nas fezes, testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C.

Qual a importância da abordagem do tabagismo neste cenário?

A cessação do tabagismo é uma das intervenções mais eficazes para reduzir o risco de doenças cardiovasculares, câncer e outras comorbidades, sendo prioritária.

O rastreamento de câncer de próstata (PSA e toque retal) é recomendado para este paciente?

As diretrizes atuais recomendam discussão individualizada sobre o rastreamento de câncer de próstata a partir dos 50 anos, considerando fatores de risco e preferências do paciente, não sendo uma indicação universal sem essa discussão.

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