INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 52 anos, branco, solteiro, comparece à consulta agendada na Unidade Básica de Saúde (UBS) desejando realizar revisão clínica e exames laboratoriais. Desde os 35 anos não faz acompanhamento de saúde. Relata história familiar de diabetes e hipertensão, e a mãe faleceu com câncer de pulmão. Sem história familiar de câncer de próstata. Fuma cerca de 2 maços por dia há 21 anos. Exame físico: pressão arterial de 120 x 80 mmHg, índice de massa corporal de 23 kg/m², sem outras alterações. Considerando as recomendações de rastreamento para esse paciente, o médico de família e comunidade deve
Homem > 50 anos: rastrear dislipidemia, diabetes, câncer colorretal e ofertar ISTs. Abordar tabagismo é essencial.
Para homens acima de 50 anos, o rastreamento na atenção primária foca em doenças crônicas como dislipidemia, diabetes e câncer colorretal (com pesquisa de sangue oculto nas fezes). A oferta de testes para ISTs e a abordagem do tabagismo são cruciais para a prevenção e promoção da saúde, enquanto o rastreamento de câncer de próstata deve ser individualizado.
O rastreamento em saúde do homem na atenção primária visa identificar precocemente doenças crônicas e fatores de risco modificáveis, melhorando a qualidade de vida e reduzindo a morbimortalidade. Para homens acima de 50 anos, a prevalência de dislipidemia, diabetes tipo 2 e câncer colorretal aumenta, tornando o rastreamento fundamental. A história familiar e o estilo de vida, como o tabagismo, são determinantes para a individualização das condutas preventivas. A abordagem integral inclui a promoção de hábitos saudáveis e a oferta de testes para infecções sexualmente transmissíveis. O médico de família e comunidade desempenha um papel central na coordenação desse cuidado longitudinal. A fisiopatologia das doenças crônicas como diabetes e dislipidemia está ligada a fatores genéticos e ambientais, como dieta e sedentarismo, que podem ser modificados. O câncer colorretal, por sua vez, frequentemente se desenvolve a partir de pólipos adenomatosos, justificando o rastreamento para detecção precoce. A suspeita de risco deve guiar a solicitação de exames, como glicemia de jejum, perfil lipídico e pesquisa de sangue oculto nas fezes. A discussão sobre o rastreamento de câncer de próstata deve ser baseada em evidências e na preferência do paciente, evitando o rastreamento indiscriminado que pode levar a sobrediagnóstico e sobretratamento. O tratamento e manejo envolvem não apenas a solicitação de exames, mas também a educação em saúde e o apoio a mudanças de estilo de vida, como a cessação do tabagismo, que é uma das intervenções mais eficazes para a prevenção de diversas doenças. O prognóstico é significativamente melhorado com a detecção precoce e o manejo adequado dos fatores de risco. Pontos de atenção incluem a adesão do paciente às recomendações e a continuidade do cuidado, garantindo que as intervenções sejam eficazes e personalizadas às necessidades de cada indivíduo.
Para homens acima de 50 anos, são indicados exames de rastreamento para dislipidemia (colesterol total e frações), diabetes (glicemia de jejum) e câncer colorretal (pesquisa de sangue oculto nas fezes). Além disso, deve-se ofertar testes para ISTs como HIV, sífilis e hepatites B e C.
O rastreamento de câncer de próstata com PSA e toque retal não é universalmente recomendado. A conduta adequada é discutir individualmente com o paciente os riscos e benefícios do rastreamento, permitindo uma decisão compartilhada, especialmente em homens sem história familiar significativa.
A abordagem do tabagismo deve ser prioritária e proativa, oferecendo apoio para a cessação. Isso pode incluir aconselhamento breve, encaminhamento para grupos de apoio na UBS, e, se necessário, avaliação para terapia farmacológica, considerando o alto risco de doenças associadas ao fumo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo