UFSCar - Hospital Universitário de São Carlos (SP) — Prova 2019
Mulher de 45 anos vem para uma consulta para uma segunda opinião sobre sua saúde. Não tem doenças conhecidas,não fuma nem bebe, corre 50 minutos diariamente. Dorme sete horas por noite e lida bem com estresse. Seus pais são vivos e têm boa saúde. Ficou insatisfeita com o médico que a consultou anteriormente, o qual apenas mediu sua pressão, peso e altura, sua circunferência abdominal e pediu glicemia, colesterol e colpocitologia oncótica. Não fez os exames. Com relação à conduta do primeiro médico:
Mulher 45a, check-up: além de PA/IMC/glicemia/colesterol/papanicolau, considerar hemograma, função renal, exame físico completo.
Em uma mulher de 45 anos, mesmo assintomática e com hábitos saudáveis, um check-up de rotina deve ser mais abrangente. Além das medidas antropométricas, pressão arterial, glicemia, perfil lipídico e colpocitologia oncótica, é prudente incluir exames como hemograma, ureia e creatinina para avaliar a função renal e detectar anemias ou outras discrasias. O exame físico deve ser completo, não se limitando a medidas.
O rastreamento de saúde em adultos assintomáticos é uma pedra angular da medicina preventiva, visando a detecção precoce de doenças e fatores de risco para intervenção oportuna. Para uma mulher de 45 anos, mesmo com um estilo de vida saudável, a abordagem deve ser abrangente, considerando os riscos associados à idade e ao gênero. O médico deve ir além das medidas básicas e exames metabólicos, buscando uma avaliação holística da saúde da paciente. Um exame físico completo é fundamental e não se limita a aferição de pressão arterial e medidas antropométricas. Deve incluir a inspeção de pele e mucosas, palpação de linfonodos e tireoide, ausculta cardíaca e pulmonar, palpação abdominal, e avaliação dos pulsos periféricos. Essa abordagem permite identificar sinais sutis de condições que podem não ser evidentes apenas com a história clínica. Em termos de exames complementares, além da glicemia de jejum, perfil lipídico e colpocitologia oncótica (Papanicolau), é prudente solicitar um hemograma completo para rastrear anemias ou outras discrasias, e ureia e creatinina para avaliar a função renal. Dependendo da história familiar e outros fatores de risco, outros exames como TSH, mamografia (a partir dos 40 anos, dependendo das diretrizes) e densitometria óssea (pós-menopausa ou com fatores de risco) podem ser considerados. A comunicação clara sobre a importância desses exames e a construção de uma relação de confiança são essenciais para a adesão do paciente.
Além de glicemia de jejum e perfil lipídico, são recomendados hemograma completo, ureia e creatinina para avaliar a função renal, e TSH para função tireoidiana, dependendo da avaliação clínica.
Deve incluir inspeção geral, ausculta cardíaca e pulmonar, palpação abdominal, exame da tireoide, avaliação de pulsos, inspeção da pele e mucosas, e exame ginecológico (se indicado), além das medidas antropométricas e pressão arterial.
O rastreamento permite a detecção precoce de doenças crônicas (hipertensão, diabetes, dislipidemia) e cânceres (colo do útero, mama), possibilitando intervenções precoces e melhor prognóstico, mesmo em indivíduos aparentemente saudáveis e sem queixas.
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