CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Quanto à orientação a ser dada aos pacientes diabéticos:
DM Tipo 2 → Exame oftalmológico ao diagnóstico; DM Tipo 1 → Exame após 5 anos do diagnóstico.
No DM2, o início da doença é incerto e pode preceder o diagnóstico em anos; por isso, o rastreio de retinopatia deve ser imediato.
O manejo da retinopatia diabética baseia-se na detecção precoce. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia convergem na necessidade de triagem imediata para o DM2. No DM1, como a incidência de retinopatia é rara antes da puberdade ou nos primeiros anos de doença, o rastreio começa 5 anos após o diagnóstico. A educação do paciente é vital: ele deve entender que a visão normal não exclui a presença de retinopatia proliferativa ou edema macular. O controle glicêmico e pressórico são os pilares para evitar a perda visual irreversível.
Diferente do DM tipo 1, onde o início da hiperglicemia é agudo e bem definido, o DM tipo 2 tem um início insidioso. Estima-se que, no momento do diagnóstico clínico do DM2, o paciente já possa ter a doença há 5 ou 7 anos, tempo suficiente para o desenvolvimento de lesões microvasculares retinianas.
Pacientes com retinopatia diabética não proliferativa grave ou proliferativa exigem acompanhamento muito mais frequente que o anual, geralmente a cada 3 a 4 meses, ou conforme a necessidade de intervenções como panfotocoagulação a laser ou injeções de anti-VEGF.
Pelo contrário. Níveis elevados de hemoglobina glicosilada (HbA1c > 10%) indicam mau controle metabólico e são um dos principais fatores de risco para a progressão rápida da retinopatia. Esses pacientes devem ser monitorados com rigor ainda maior, nunca dispensados.
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