Retinopatia Diabética: Quando Iniciar o Rastreamento no DM2?

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021

Enunciado

Homem, 54 anos de idade, IMC = 31 kg/m², assintomático, foi diagnosticado recentemente com diabetes mellitus em exame de rotina, confirmado em nova dosagem de glicemia. Em relação ao rastreamento da retinopatia diabética com exame de fundo de olho neste caso, qual é a alternativa correta?

Alternativas

  1. A) Deve ser realizado após 5 anos de evolução.
  2. B) Deve ser realizado se for identificada proteinúria persistente.
  3. C) Deve ser realizado desde o início do acompanhamento.
  4. D) Deve ser realizado se o nível de hemoglobina glicada for maior que 7%.

Pérola Clínica

DM tipo 2: rastreamento de retinopatia com fundo de olho deve ser feito no momento do diagnóstico.

Resumo-Chave

Para pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2, o rastreamento da retinopatia diabética deve ser iniciado imediatamente após o diagnóstico. Isso se deve ao fato de que o DM2 frequentemente tem um período assintomático prolongado, e as complicações microvasculares, como a retinopatia, já podem estar presentes no momento da descoberta da doença.

Contexto Educacional

A retinopatia diabética é uma complicação microvascular crônica do Diabetes Mellitus que afeta os vasos sanguíneos da retina, podendo levar à perda visual grave e cegueira. É uma das principais causas de cegueira evitável em adultos em idade produtiva, tornando seu rastreamento e manejo precoces de suma importância na prática clínica. A fisiopatologia envolve danos aos pequenos vasos da retina devido à hiperglicemia crônica, levando a microaneurismas, hemorragias, exsudatos, edema macular e, em estágios avançados, neovascularização e descolamento de retina. O diagnóstico é feito principalmente pelo exame de fundo de olho (oftalmoscopia direta ou indireta) ou retinografia. Para pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2, o rastreamento deve ser iniciado no momento do diagnóstico, pois a doença frequentemente já está presente há anos de forma assintomática, permitindo que as complicações se desenvolvam. O tratamento visa controlar a progressão da doença e preservar a visão, incluindo controle rigoroso da glicemia, pressão arterial e lipídios. Intervenções específicas podem incluir fotocoagulação a laser, injeções intravítreas de anti-VEGF ou corticoides, e cirurgia (vitrectomia) em casos avançados. O residente deve estar ciente da importância do encaminhamento precoce ao oftalmologista e da educação do paciente sobre a necessidade de exames regulares.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença no início do rastreamento de retinopatia entre DM1 e DM2?

No Diabetes Mellitus tipo 1, o rastreamento da retinopatia geralmente começa 3 a 5 anos após o diagnóstico. Já no Diabetes Mellitus tipo 2, o rastreamento deve ser iniciado imediatamente no momento do diagnóstico, devido ao longo período assintomático da doença.

Por que o rastreamento da retinopatia é tão importante no diabetes?

O rastreamento é crucial porque a retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira evitável em adultos. A detecção precoce permite intervenções que podem prevenir ou retardar a progressão da doença e preservar a visão do paciente.

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento da retinopatia diabética?

Os principais fatores de risco incluem a duração do diabetes, o controle glicêmico inadequado (HbA1c elevada), hipertensão arterial, dislipidemia e nefropatia diabética. O controle rigoroso desses fatores é fundamental para a prevenção.

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