UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022
A pré-eclâmpsia é uma das complicações maternas da gestação e sua ocorrência, em formas graves, leva a altos riscos de morbimortalidade materna e fetal. A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia recomenda o rastreamento universal de gestantes quanto ao risco de desenvolverem pré-eclampsia na gestação. Assinale a alternativa que contém o período da gestação que se deve fazer esse rastreamento e qual a medicação que pode ser indicada, caso esse rastreamento mostre aumento de risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia.
Rastreamento pré-eclâmpsia → Morfológico 1º trimestre + AAS 150 mg/dia para alto risco.
O rastreamento de risco para pré-eclâmpsia é recomendado no primeiro trimestre da gestação, idealmente junto ao ultrassom morfológico. Para gestantes com alto risco, a profilaxia com ácido acetil salicílico (AAS) em dose de 100-150 mg/dia, iniciada antes das 16 semanas, é a intervenção mais eficaz para reduzir a incidência de pré-eclâmpsia.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria (ou disfunção de órgãos-alvo) após 20 semanas de gestação, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Dada a sua gravidade, o rastreamento universal de gestantes para identificar o risco de desenvolver pré-eclâmpsia é uma recomendação internacional, visando a implementação de medidas profiláticas. O rastreamento de risco para pré-eclâmpsia é idealmente realizado no primeiro trimestre da gestação, entre 11 e 14 semanas, concomitantemente ao ultrassom morfológico. Este rastreamento combina fatores de risco maternos (clínicos e demográficos), marcadores bioquímicos (PAPP-A e PlGF) e biofísicos (Doppler das artérias uterinas). Gestantes classificadas como de alto risco se beneficiam de intervenções preventivas. A principal medida profilática para gestantes de alto risco é a administração de ácido acetil salicílico (AAS) em baixa dose (100-150 mg/dia), iniciada antes das 16 semanas de gestação e mantida até o parto ou 36 semanas. O AAS atua melhorando a placentação e a perfusão uteroplacentária, reduzindo o risco de pré-eclâmpsia, especialmente as formas graves e de início precoce. A suplementação de cálcio também pode ser considerada em populações com baixa ingestão dietética. O conhecimento desses protocolos é fundamental para a prática obstétrica moderna e para as provas de residência.
Fatores de risco incluem história prévia de pré-eclâmpsia, doença renal crônica, doenças autoimunes, diabetes, hipertensão crônica, gestação múltipla, idade materna avançada ou muito jovem, e obesidade.
O AAS atua inibindo a ciclooxigenase-1 (COX-1) plaquetária, reduzindo a produção de tromboxano A2 e promovendo um equilíbrio a favor da prostaciclina, melhorando a perfusão placentária e prevenindo a disfunção endotelial.
A dose recomendada é de 100-150 mg/dia, e deve ser iniciada idealmente entre 11 e 14 semanas de gestação, e no máximo até 16 semanas, continuando até 36 semanas ou o parto.
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