FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022
Como e quando a ausência da 2ª onda de penetração trofoblástica pode ser rastreada para risco de pré-eclâmpsia?
Rastreamento pré-eclâmpsia por Doppler uterinas: 16-26 semanas para avaliar 2ª onda de penetração trofoblástica.
A ausência ou alteração da segunda onda de penetração trofoblástica leva a uma remodelação inadequada das artérias espiraladas, resultando em alta resistência vascular uterina. O Doppler das artérias uterinas entre 16 e 26 semanas é crucial para identificar esse padrão e o risco de pré-eclâmpsia.
A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Seu rastreamento e manejo precoces são fundamentais para melhorar os desfechos. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal, com falha na segunda onda de invasão trofoblástica, que deveria remodelar as artérias espiraladas maternas. Essa falha resulta em vasos de alta resistência e baixa capacitância, levando à isquemia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos que causam disfunção endotelial sistêmica. O Doppler das artérias uterinas, realizado entre 16 e 26 semanas, é uma ferramenta diagnóstica não invasiva que avalia o fluxo sanguíneo placentário, identificando padrões de alta resistência, como o notch protodiastólico, que indicam risco aumentado. O diagnóstico precoce permite a implementação de medidas profiláticas, como o uso de aspirina em doses baixas, que pode reduzir a incidência de pré-eclâmpsia em populações de alto risco. O acompanhamento rigoroso dessas gestantes é essencial para monitorar a pressão arterial, o crescimento fetal e a função renal, visando a intervenção oportuna e a prevenção de complicações graves.
Os sinais incluem alto índice de pulsatilidade (IP) ou resistência (IR) e a presença de notch protodiastólico bilateral após 20-22 semanas, indicando falha na segunda onda de invasão trofoblástica.
A segunda onda de penetração trofoblástica é crucial para a remodelação das artérias espiraladas maternas, transformando-as em vasos de baixa resistência e alta capacitância, essenciais para o fluxo sanguíneo placentário adequado. Sua falha leva à isquemia placentária e pré-eclâmpsia.
No primeiro trimestre (11-14 semanas), o rastreamento combina fatores maternos, pressão arterial média, PAPP-A e Doppler das artérias uterinas. No segundo trimestre (16-26 semanas), o Doppler das artérias uterinas isoladamente ou em combinação com outros marcadores pode ser usado para reavaliar o risco.
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