Pré-Eclâmpsia: Rastreamento no Primeiro Trimestre

UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2020

Enunciado

No que diz respeito à adequada assistência pré-natal, julgue o item a seguir. Os marcadores de predição de pré-eclampsia atualmente utilizados no primeiro trimestre de gravidez, como o doppler das artérias uterinas e a da artéria oftálmica materna, são mais eficazes para predição de pré-eclampsia de início tardio que de pré-eclampsia de início precoce.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Rastreamento de pré-eclâmpsia no 1º trimestre (Doppler AU + marcadores) é mais eficaz para pré-eclâmpsia de início precoce.

Resumo-Chave

Os marcadores de predição de pré-eclâmpsia no primeiro trimestre, como o Doppler das artérias uterinas e marcadores bioquímicos (PAPP-A, PLGF), são mais sensíveis e específicos para a pré-eclâmpsia de início precoce, que é a forma mais grave da doença.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria após 20 semanas de gestação, ou, na ausência de proteinúria, por disfunção de órgãos-alvo. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A doença é classificada em pré-eclâmpsia de início precoce (antes de 34 semanas) e de início tardio (após 34 semanas), com a forma precoce sendo geralmente mais grave e associada a maior disfunção placentária. O rastreamento da pré-eclâmpsia no primeiro trimestre tem como objetivo identificar gestantes de alto risco para iniciar a profilaxia com aspirina. Este rastreamento combina fatores de risco maternos, pressão arterial média, Doppler das artérias uterinas (para avaliar a resistência vascular placentária) e marcadores bioquímicos como PAPP-A e PLGF. A eficácia desses marcadores é significativamente maior para a predição da pré-eclâmpsia de início precoce, que tem uma fisiopatologia mais diretamente ligada à invasão trofoblástica inadequada e subsequente disfunção placentária. A pré-eclâmpsia de início tardio, embora mais comum, possui uma etiologia mais heterogênea e menos ligada a uma placentação primária deficiente, tornando os marcadores do primeiro trimestre menos sensíveis para sua predição. A profilaxia com aspirina em baixas doses, iniciada antes de 16 semanas de gestação em pacientes de alto risco, demonstrou reduzir a incidência de pré-eclâmpsia, especialmente a de início precoce.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais marcadores utilizados no rastreamento de pré-eclâmpsia no primeiro trimestre?

Os principais marcadores incluem o Doppler das artérias uterinas (avaliando a resistência ao fluxo), a pressão arterial média materna, e marcadores bioquímicos como a PAPP-A (proteína plasmática associada à gravidez A) e o PLGF (fator de crescimento placentário).

Qual a diferença entre pré-eclâmpsia de início precoce e tardio?

A pré-eclâmpsia de início precoce ocorre antes de 34 semanas de gestação, geralmente associada a disfunção placentária grave e maior morbidade. A de início tardio ocorre após 34 semanas, sendo mais comum e com prognóstico geralmente melhor.

Por que o rastreamento do primeiro trimestre é mais eficaz para a pré-eclâmpsia de início precoce?

A pré-eclâmpsia de início precoce está mais fortemente associada a uma placentação inadequada e invasão trofoblástica deficiente, alterações que são detectáveis precocemente pelo Doppler das artérias uterinas e pelos níveis de PLGF e PAPP-A.

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