SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
Como e quando a ausência da segunda onda de penetração trofoblástica, pode ser rastreada para risco de pré-eclâmpsia?
Rastreio pré-eclâmpsia: Dopplerfluxometria da artéria uterina entre 20-24 semanas para avaliar a segunda onda de penetração trofoblástica.
A ausência da segunda onda de penetração trofoblástica, que ocorre por volta da 18ª-20ª semana, é um marcador de má placentação e risco aumentado de pré-eclâmpsia. O rastreamento é feito pela dopplerfluxometria das artérias uterinas, que avalia a resistência ao fluxo sanguíneo e a presença de incisura protodiastólica (notch).
A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação. Sua fisiopatologia primária envolve uma placentação anormal, com falha na remodelação das artérias espiraladas maternas pelos trofoblastos, resultando em isquemia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos. O rastreamento precoce de gestantes de risco é fundamental para a implementação de medidas preventivas, como o uso de aspirina em baixas doses. O rastreamento da pré-eclâmpsia de início precoce, a forma mais grave da doença, é realizado principalmente através da dopplerfluxometria das artérias uterinas. Este exame avalia a resistência ao fluxo sanguíneo nas artérias uterinas, que reflete a adequação da invasão trofoblástica e a remodelação vascular. A persistência de um índice de pulsatilidade (IP) elevado ou a presença de uma incisura protodiastólica (notch) após 20-24 semanas de gestação são indicativos de um risco aumentado de desenvolvimento da doença. A ausência da segunda onda de penetração trofoblástica é o evento fisiopatológico subjacente a esses achados dopplerfluxométricos. A identificação de gestantes de alto risco permite a implementação de estratégias de prevenção, como a profilaxia com ácido acetilsalicílico (AAS) em baixas doses, que deve ser iniciada preferencialmente antes das 16 semanas de gestação e mantida até o parto. O manejo da pré-eclâmpsia envolve monitoramento rigoroso materno e fetal, controle da pressão arterial e, em casos graves, a interrupção da gestação. Compreender o rastreamento e a fisiopatologia é essencial para o residente em Ginecologia e Obstetrícia.
A segunda onda de penetração trofoblástica, que ocorre entre 18 e 20 semanas, é crucial para a remodelação das artérias espiraladas, transformando-as em vasos de baixa resistência e alta capacitância. Isso garante um fluxo sanguíneo adequado para a placenta e o feto. Falhas nesse processo estão associadas à pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal.
A dopplerfluxometria da artéria uterina avalia a resistência ao fluxo sanguíneo placentário. Um índice de pulsatilidade (IP) elevado ou a presença de incisura protodiastólica (notch) após 20-24 semanas de gestação indicam falha na remodelação das artérias espiraladas, sendo marcadores de risco para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia e outras complicações.
O rastreamento de pré-eclâmpsia com dopplerfluxometria da artéria uterina é mais eficaz quando realizado no segundo trimestre, idealmente entre 20 e 24 semanas de gestação. Embora possa ser feito mais cedo, a avaliação após 20 semanas é mais preditiva para a identificação de risco de pré-eclâmpsia de início precoce.
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