UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
Paciente de 28 anos, com 13 semanas de gravidez, gesta III, para II, aborto 0, procura atendimento médico queixando-se de dor no baixo ventre. Durante a consulta, mostra ultrassonografia transvaginal realizada há 4 semanas que evidencia colo uterino com 3,0 cm de comprimento. O obstetra, então, pensando em afastar uma evolução indesejada, resolve
Colo uterino 3,0 cm em 13 semanas → normal; repetir USG entre 22-24 semanas para rastreio de parto prematuro.
O comprimento do colo uterino de 3,0 cm com 13 semanas de gestação é considerado normal. O rastreamento para risco de parto prematuro por medida do colo uterino é mais eficaz e recomendado entre 22 e 24 semanas de gestação, especialmente em pacientes com fatores de risco.
O rastreamento do parto prematuro é uma parte crucial do pré-natal, visando identificar gestantes em risco para intervenções que possam prolongar a gravidez. A medição do comprimento do colo uterino por ultrassonografia transvaginal é um dos principais métodos de rastreamento, sendo mais preditiva quando realizada em idades gestacionais específicas. O comprimento do colo uterino varia ao longo da gestação. No primeiro trimestre (até 14 semanas), um colo com 3,0 cm é considerado normal. A preocupação com o encurtamento cervical geralmente surge a partir do segundo trimestre, sendo o período entre 22 e 24 semanas o ideal para o rastreamento, onde um colo < 2,5 cm é um forte preditor de parto prematuro. A conduta diante de um colo uterino curto depende da idade gestacional e da história obstétrica da paciente. Em casos de colo curto antes de 24 semanas, pode-se indicar progesterona vaginal e, em situações específicas, cerclagem uterina. O repouso absoluto não tem evidência de benefício na prevenção do parto prematuro.
O comprimento do colo uterino de 3,0 cm ou mais no primeiro trimestre é considerado normal. Valores abaixo de 2,5 cm antes de 24 semanas são preocupantes.
A medição do colo uterino para rastreamento de parto prematuro é mais eficaz e recomendada entre 22 e 24 semanas de gestação.
A cerclagem é indicada em casos de insuficiência istmocervical, história de parto prematuro anterior ou encurtamento cervical significativo (<2,5 cm) antes de 24 semanas.
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