SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2015
No trabalho de parto prematuro é INCORRETO afirmar que:
Medida do colo uterino por USG transvaginal é ÚTIL para rastreamento de TPP.
A ultrassonografia transvaginal para medir o comprimento do colo uterino é uma ferramenta valiosa e amplamente utilizada no rastreamento de risco para trabalho de parto prematuro, especialmente em gestações de alto risco.
O trabalho de parto prematuro (TPP) é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal e um desafio significativo na obstetrícia. A identificação de gestantes em risco e a implementação de estratégias preventivas são cruciais para melhorar os desfechos. Entre as estratégias de rastreamento, a medida do comprimento do colo uterino por ultrassonografia transvaginal é uma ferramenta de grande utilidade. Um colo uterino curto (geralmente < 25 mm) é um forte preditor de parto prematuro, tanto em gestantes sintomáticas quanto assintomáticas com fatores de risco. Outros marcadores incluem a fibronectina fetal na secreção vaginal, que, quando presente em altas concentrações, indica risco aumentado. A prevenção e o manejo do TPP envolvem diversas abordagens. O histórico de parto prematuro anterior é, de fato, um dos mais importantes fatores de risco. A progesterona natural vaginal é indicada para gestantes com colo curto ou histórico de TPP, ajudando a manter a quiescência uterina. O objetivo da tocólise, quando indicada, é postergar o parto por um período suficiente (48-72 horas) para permitir a administração de corticosteroides para maturação pulmonar fetal e, se necessário, a neuroproteção fetal com sulfato de magnésio, otimizando as chances de sobrevida e reduzindo complicações neonatais.
A medida do colo uterino por ultrassom transvaginal é um preditor importante de parto prematuro. Um colo curto (<25 mm) em gestantes assintomáticas ou sintomáticas aumenta significativamente o risco e pode indicar a necessidade de intervenções preventivas.
Os principais fatores incluem histórico de parto prematuro anterior, gestação múltipla, colo uterino curto, infecções geniturinárias, sangramento vaginal no segundo ou terceiro trimestre, e algumas condições maternas crônicas.
O objetivo da tocólise é inibir as contrações uterinas para postergar o parto por 48 a 72 horas, permitindo a administração de corticosteroides para maturação pulmonar fetal e, se necessário, a transferência da gestante para um centro de referência.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo