SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2021
Dona Judite, professora, 60 anos, procura a unidade de saúde para consulta com MFC Rodrigo. Relata que já está na menopausa e quer fazer ''exames de osteoporose''. Diz ter assistido no programa de televisão matinal que é um exame muito importante para as mulheres. Não tem antecedentes patológicos. Entrou na menopausa aos 52 anos. Não faz uso de medicamentos. Nega tabagismo ou abuso de álcool. Caminha 03 vezes por semana e tem uma alimentação variada. Nega história familiar de fratura de quadril. O exame físico não tem alterações e o IMC é 26Kg/m ². Como o MFC Rodrigo deve manejar este caso?
Mulher pós-menopausa sem fatores de risco adicionais para osteoporose → Densitometria óssea não é indicada antes dos 65 anos.
O rastreamento de osteoporose com densitometria óssea em mulheres pós-menopausa é indicado a partir dos 65 anos ou antes, se houver fatores de risco adicionais (ex: baixo peso, fratura prévia, uso de corticoides, tabagismo, história familiar de fratura de quadril). Dona Judite, aos 60 anos e sem esses fatores, não tem indicação para o exame no momento.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e do risco de fraturas. É uma condição prevalente em mulheres pós-menopausa, sendo crucial para o médico residente compreender as diretrizes de rastreamento e prevenção. A fisiopatologia da osteoporose pós-menopausa está ligada à deficiência estrogênica, que acelera a perda óssea. O diagnóstico é feito pela densitometria óssea (DMO), mas o rastreamento não é universal. A suspeita para DMO antes dos 65 anos em mulheres deve surgir na presença de fatores de risco como baixo peso, fraturas prévias, uso de corticoides ou história familiar de fratura de quadril. O manejo de pacientes como Dona Judite, sem fatores de risco adicionais, foca na prevenção primária. Isso inclui reforçar a importância da atividade física regular, exposição solar adequada para síntese de vitamina D e uma alimentação rica em cálcio. O prognóstico é melhor com medidas preventivas e, quando indicado, tratamento farmacológico para reduzir o risco de fraturas.
Em mulheres, o rastreamento com densitometria óssea é geralmente recomendado a partir dos 65 anos de idade, ou antes, se houver fatores de risco adicionais para fraturas.
Fatores de risco incluem baixo peso (IMC < 18,5 kg/m²), fratura prévia por fragilidade, uso crônico de glicocorticoides, tabagismo, consumo excessivo de álcool, história familiar de fratura de quadril e algumas doenças crônicas.
Medidas preventivas incluem ingestão adequada de cálcio e vitamina D (via dieta e exposição solar), prática regular de atividade física com carga, cessação do tabagismo e moderação no consumo de álcool.
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