Nefropatia Diabética: Rastreamento Precoce e Diagnóstico

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Homem de 45 anos, com diagnóstico recente de diabetes mellitus tipo 2, refere história familiar positiva para doença renal crônica dialítica na família (pais e irmãos, também diabéticos). Encontra-se assintomático e sem alterações no exame físico. Exames laboratoriais: creatinina 0,6 mg/dl (TFG estimada 141 ml/min/1,73 cm2 ) e ultrassonografia com discreto aumento de dimensões de ambos os rins. Entre os exames abaixo, o mais importante no momento é

Alternativas

  1. A) urina rotina.
  2. B) relação albumina/creatinina urinária.
  3. C) proteinúria de 24 horas.
  4. D) dismorfismo eritrocitário.
  5. E) biópsia renal.

Pérola Clínica

DM2 + história familiar DRC + TFG normal → Rastrear nefropatia diabética com relação albumina/creatinina urinária.

Resumo-Chave

Em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, mesmo com função renal normal e assintomáticos, o rastreamento precoce da nefropatia diabética é crucial, especialmente com história familiar positiva. A relação albumina/creatinina urinária é o método de escolha para detectar albuminúria, um marcador inicial de lesão renal.

Contexto Educacional

A nefropatia diabética é uma complicação microvascular grave do diabetes mellitus, sendo a principal causa de doença renal crônica terminal. Sua prevalência é alta, afetando cerca de 20-40% dos pacientes diabéticos. O diagnóstico precoce é fundamental para instituir medidas protetoras e retardar a progressão da doença, melhorando o prognóstico dos pacientes. A fisiopatologia envolve hiperglicemia crônica, hipertensão intraglomerular e ativação de vias inflamatórias e fibróticas, levando a lesão glomerular. O rastreamento deve ser iniciado em todos os pacientes com DM2 no momento do diagnóstico e em pacientes com DM1 após 5 anos de doença. A relação albumina/creatinina urinária é o método de escolha para detectar albuminúria, que precede a queda da taxa de filtração glomerular. O tratamento da nefropatia diabética inclui controle glicêmico rigoroso, controle da pressão arterial (com IECA ou BRA), e manejo de fatores de risco cardiovasculares. A detecção precoce da albuminúria permite a intervenção antes do desenvolvimento de lesões irreversíveis, sendo um pilar na prevenção da progressão para doença renal crônica avançada.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros sinais de nefropatia diabética?

Os primeiros sinais de nefropatia diabética são frequentemente assintomáticos e detectados pela presença de albuminúria, ou seja, a excreção aumentada de albumina na urina, antes mesmo de alterações na TFG.

Qual o exame mais indicado para rastrear a nefropatia diabética?

O exame mais indicado para rastrear a nefropatia diabética é a relação albumina/creatinina urinária em amostra isolada, pois detecta a microalbuminúria de forma sensível e prática.

Por que a creatinina sérica pode ser normal na nefropatia diabética inicial?

A creatinina sérica pode ser normal nas fases iniciais da nefropatia diabética porque a TFG só começa a diminuir significativamente em estágios mais avançados da doença, após o aparecimento da albuminúria.

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