UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Mulher de 50 anos, assintomática, vai à consulta em unidade básica de saúde solicitando a realização dos exames/procedimentos indicados para sua faixa etária. O médico a questionou e descobriu que ela não fuma e não consome bebida alcoólica, é sexualmente ativa e não apresentava nenhuma doença e que não fazia uso de nenhuma medicação regularmente. A paciente pratica atividade física regularmente e tem ciclos menstruais regulares. Ao questionar sobre o seu histórico familiar, o médico foi informado de que não há casos de câncer na família. Segundo recomendações do Ministério da Saúde, os exames e os procedimentos que devem ser oferecidos à paciente são
Mulher 50a assintomática: rastreamento inclui perfil lipídico, mamografia e Papanicolau (se indicado).
Para mulheres de 50 anos assintomáticas, o rastreamento foca em doenças crônicas e cânceres comuns. Perfil lipídico avalia risco cardiovascular, mamografia rastreia câncer de mama e Papanicolau (se ainda na faixa etária) rastreia câncer de colo de útero. A dosagem de ferro e ferritina não é rastreamento universal sem indicação clínica.
O rastreamento em mulheres de meia-idade é um componente crucial da atenção primária à saúde, visando a detecção precoce de doenças crônicas e cânceres que, se identificados em estágios iniciais, possuem melhores prognósticos. As diretrizes do Ministério da Saúde orientam sobre quais exames e procedimentos devem ser oferecidos, considerando a faixa etária e a ausência de sintomas, para otimizar a relação custo-benefício e a efetividade das intervenções. Para uma mulher de 50 anos assintomática, sem fatores de risco adicionais, o rastreamento deve incluir a dosagem do perfil lipídico para avaliação do risco cardiovascular, a mamografia para detecção precoce do câncer de mama e, se ainda não tiver atingido a idade limite para o rastreamento, o Papanicolau para câncer do colo do útero. A aferição da pressão arterial é uma medida básica e essencial em toda consulta. A pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF) é outra ferramenta importante para o rastreamento de câncer colorretal, geralmente iniciada a partir dos 50 anos. É fundamental que o residente compreenda a importância de uma abordagem individualizada, mas baseada em evidências, para o rastreamento. A inclusão de exames como dosagem de ferro e ferritina sem indicação clínica específica (como anemia ou sintomas de deficiência) não faz parte do rastreamento universal, mas pode ser parte de uma avaliação de saúde mais abrangente. A densitometria óssea, por sua vez, é geralmente recomendada a partir dos 65 anos ou em casos de fatores de risco específicos.
Para mulheres de 50 anos assintomáticas, as recomendações gerais incluem mamografia para câncer de mama, Papanicolau para câncer de colo de útero (se ainda na faixa etária de rastreamento), perfil lipídico para risco cardiovascular e, dependendo do histórico, rastreamento para câncer colorretal (ex: pesquisa de sangue oculto nas fezes).
No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos. Sociedades médicas podem recomendar iniciar a partir dos 40 anos anualmente, dependendo do risco individual.
A densitometria óssea para rastreamento é geralmente indicada para mulheres a partir dos 65 anos de idade. Em mulheres mais jovens, pode ser considerada se houver fatores de risco significativos para osteoporose, como menopausa precoce, uso crônico de corticosteroides ou fraturas prévias por fragilidade.
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