SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Em relação a massas anexiais, assinale a alternativa correta.
Rastreamento de massas anexiais em assintomáticas não é rotina (exame pélvico/USG transvaginal sem acurácia).
O rastreamento de rotina de massas anexiais em mulheres assintomáticas, seja por exame pélvico bimanual ou ultrassonografia transvaginal, não é recomendado devido à baixa acurácia para detectar tumores benignos ou malignos em estágios iniciais, e não demonstrou benefício na redução da mortalidade por câncer de ovário.
As massas anexiais são achados comuns na prática ginecológica, e a sua avaliação é crucial para diferenciar lesões benignas de malignas. O câncer de ovário, em particular, é conhecido por ser de difícil diagnóstico precoce devido à sua apresentação assintomática em estágios iniciais e à ausência de um método de rastreamento eficaz para a população geral. É importante ressaltar que o exame pélvico bimanual e a ultrassonografia transvaginal não possuem acurácia significativa para o rastreamento de rotina de tumores anexiais em mulheres assintomáticas. O diagnóstico definitivo dos tumores de ovário é histopatológico, obtido por biópsia ou análise da peça cirúrgica. Fatores de risco para tumores epiteliais malignos dos ovários incluem idade avançada, nuliparidade, infertilidade, endometriose, e histórico familiar. Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 estão fortemente associadas a um risco aumentado de câncer de ovário (e mama), sendo fundamental a identificação dessas pacientes para aconselhamento genético e estratégias de redução de risco.
Esses exames não são recomendados para rastreamento de rotina em mulheres assintomáticas devido à sua baixa acurácia na detecção precoce de tumores anexiais benignos ou malignos, e não demonstraram reduzir a mortalidade por câncer de ovário.
O diagnóstico definitivo dos tumores de ovário é histopatológico, obtido através de biópsia ou análise da peça cirúrgica. A citopatologia pode ser utilizada em alguns casos, mas a histopatologia é o padrão-ouro.
Fatores de risco incluem idade avançada, nuliparidade, infertilidade, endometriose, história familiar de câncer de ovário ou mama, e mutações genéticas como BRCA1 e BRCA2. Menarca precoce e menopausa tardia também são associadas a um risco aumentado.
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