Massas Anexiais: Rastreamento, Diagnóstico e Fatores de Risco

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Em relação a massas anexiais, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O exame pélvico bimanual ou a ultrassonografia transvaginal não têm acurácia significativa em mulheres assintomáticas para tumores anexiais benignos ou malignos, doença inflamatória pélvica ou câncer cervical, não sendo, portanto, recomendados como rotina para rastreamento.
  2. B) O diagnóstico definitivo dos tumores de ovário é citopatológico.
  3. C) Mulheres na menacme têm grande proporção de lesões malignas dos ovários em relação às lesões benignas.
  4. D) São importantes fatores de risco para tumores epiteliais malignos dos ovários a menarca tardia e a menopausa precoce.
  5. E) Mutações dos genes BRCA1 e BRCA2 nada têm a ver com tumores ovarianos, relacionando-se apenas com tumores de mama.

Pérola Clínica

Rastreamento de massas anexiais em assintomáticas não é rotina (exame pélvico/USG transvaginal sem acurácia).

Resumo-Chave

O rastreamento de rotina de massas anexiais em mulheres assintomáticas, seja por exame pélvico bimanual ou ultrassonografia transvaginal, não é recomendado devido à baixa acurácia para detectar tumores benignos ou malignos em estágios iniciais, e não demonstrou benefício na redução da mortalidade por câncer de ovário.

Contexto Educacional

As massas anexiais são achados comuns na prática ginecológica, e a sua avaliação é crucial para diferenciar lesões benignas de malignas. O câncer de ovário, em particular, é conhecido por ser de difícil diagnóstico precoce devido à sua apresentação assintomática em estágios iniciais e à ausência de um método de rastreamento eficaz para a população geral. É importante ressaltar que o exame pélvico bimanual e a ultrassonografia transvaginal não possuem acurácia significativa para o rastreamento de rotina de tumores anexiais em mulheres assintomáticas. O diagnóstico definitivo dos tumores de ovário é histopatológico, obtido por biópsia ou análise da peça cirúrgica. Fatores de risco para tumores epiteliais malignos dos ovários incluem idade avançada, nuliparidade, infertilidade, endometriose, e histórico familiar. Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 estão fortemente associadas a um risco aumentado de câncer de ovário (e mama), sendo fundamental a identificação dessas pacientes para aconselhamento genético e estratégias de redução de risco.

Perguntas Frequentes

Por que o exame pélvico bimanual e a ultrassonografia transvaginal não são recomendados para rastreamento de rotina de massas anexiais em mulheres assintomáticas?

Esses exames não são recomendados para rastreamento de rotina em mulheres assintomáticas devido à sua baixa acurácia na detecção precoce de tumores anexiais benignos ou malignos, e não demonstraram reduzir a mortalidade por câncer de ovário.

Qual é o método definitivo para o diagnóstico de tumores de ovário?

O diagnóstico definitivo dos tumores de ovário é histopatológico, obtido através de biópsia ou análise da peça cirúrgica. A citopatologia pode ser utilizada em alguns casos, mas a histopatologia é o padrão-ouro.

Quais são os principais fatores de risco para tumores epiteliais malignos dos ovários?

Fatores de risco incluem idade avançada, nuliparidade, infertilidade, endometriose, história familiar de câncer de ovário ou mama, e mutações genéticas como BRCA1 e BRCA2. Menarca precoce e menopausa tardia também são associadas a um risco aumentado.

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