HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023
Mulher de 39 anos, em consulta ginecológica questiona o médico sobre a indicação de mamografia. Ela nunca engravidou e nunca utilizou nenhum método contraceptivo pois é homossexual, sua menarca foi aos 9 anos, tem ciclos menstruais regulares com intervalo, duração e fluxo normais. Nega comorbidades, tabagista de 20 cigarros por dia há 20 anos. Nega antecedentes familiares de câncer. Exame físico das mamas normal. Em relação à indicação de rastreamento mamográfico de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, assinale a correta.
Rastreamento mamográfico MS: 50-69 anos, bianual, mesmo com fatores de risco em <50 anos.
As diretrizes do Ministério da Saúde para rastreamento mamográfico populacional indicam o início aos 50 anos e a periodicidade bianual, independentemente da presença de fatores de risco individuais em mulheres mais jovens, devido à falta de evidências de benefício que superem os riscos.
O rastreamento mamográfico é uma estratégia fundamental na detecção precoce do câncer de mama, visando reduzir a mortalidade pela doença. No Brasil, as diretrizes do Ministério da Saúde recomendam o rastreamento populacional para mulheres de 50 a 69 anos, com mamografia a cada dois anos. Essa recomendação é baseada em evidências científicas que demonstram o melhor balanço entre benefícios (detecção precoce) e riscos (falsos positivos, sobrediagnóstico, exposição à radiação) nessa faixa etária. A fisiopatologia do câncer de mama envolve múltiplos fatores genéticos e ambientais, e a presença de fatores de risco como menarca precoce, nuliparidade e tabagismo aumenta a probabilidade individual de desenvolver a doença. No entanto, para o rastreamento populacional, a idade é o principal critério, pois a incidência e a sensibilidade da mamografia aumentam significativamente após os 50 anos. A densidade mamária em mulheres mais jovens pode dificultar a detecção de lesões. O tratamento do câncer de mama depende do estágio da doença e inclui cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal e terapia-alvo. A detecção precoce através do rastreamento melhora significativamente o prognóstico. É crucial que residentes compreendam as diretrizes nacionais para evitar a realização de exames desnecessários em pacientes de baixo risco e garantir a correta aplicação das políticas de saúde pública.
De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, o rastreamento mamográfico populacional é recomendado para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos.
Para o rastreamento populacional, a presença de fatores de risco não antecipa o início da mamografia antes dos 50 anos, conforme as diretrizes do MS, que priorizam a relação risco-benefício para a população geral.
A periodicidade recomendada para o rastreamento mamográfico populacional pelo Ministério da Saúde é bianual, ou seja, a cada dois anos, para mulheres entre 50 e 69 anos.
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