INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Uma mulher, com 23 anos de idade, 1° trimestre de gestação, primigesta, comparece à primeira consulta de pré-natal na Unidade de Estratégia de Saúde da Família. Testes rápidos para sífilis, HIV, hepatite B e hepatite C não reagentes. A conduta com relação à solicitação desses exames no seguimento pré-natal da gestante, de acordo com o Ministério da Saúde, é repetir
Gestante com ISTs negativas no 1º tri → repetir sífilis e HIV no 3º tri, parto ou exposição de risco.
As diretrizes do Ministério da Saúde para o pré-natal recomendam a repetição da testagem para sífilis e HIV no 3º trimestre, no momento do parto ou em caso de exposição de risco, visando a detecção precoce e a prevenção da transmissão vertical. Para hepatite B e C, a repetição não é rotineira se os testes iniciais forem negativos e não houver nova exposição de risco.
O pré-natal é um período crucial para a saúde materno-infantil, e o rastreamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) desempenha um papel fundamental na prevenção da transmissão vertical e na promoção de desfechos gestacionais favoráveis. As diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil estabelecem um protocolo claro para a testagem de sífilis, HIV, hepatite B e hepatite C. Na primeira consulta de pré-natal, é obrigatória a realização de testes rápidos ou sorologias para sífilis, HIV, hepatite B (HBsAg) e hepatite C (Anti-HCV). Caso os resultados sejam não reagentes, o seguimento preconiza a repetição da testagem para sífilis (VDRL/RPR) e HIV no 3º trimestre de gestação, no momento do parto (para sífilis, se não houver resultado recente) e/ou sempre que houver história de exposição de risco ou violência sexual. Essa repetição visa identificar infecções adquiridas durante a gestação, permitindo intervenções oportunas. Para hepatite B e C, se os testes iniciais forem não reagentes e a gestante não apresentar novos fatores de risco ou exposição, a repetição rotineira no 3º trimestre não é indicada. A vacinação contra hepatite B é recomendada para gestantes suscetíveis. A compreensão e aplicação correta desses protocolos são essenciais para todos os profissionais de saúde que atuam no pré-natal, garantindo a segurança da mãe e do bebê.
Sífilis, HIV, hepatite B e hepatite C devem ser rastreadas na primeira consulta de pré-natal.
A testagem para sífilis e HIV deve ser repetida no 3º trimestre de gestação, no momento do parto e/ou se houver história de exposição de risco ou violência sexual.
O rastreamento precoce e o tratamento adequado das ISTs na gestação são cruciais para prevenir a transmissão vertical para o feto ou recém-nascido, evitando complicações graves e sequelas.
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