Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020
Tendo em vista o objetivo reduzir a morbimortalidade do agravo, o rastreamento é a realização de testes diagnósticos em pessoas assintomáticas, a fim de realizar diagnóstico precoce (prevenção secundária), podemos apenas considerar errado o seguinte item:
Rastreamento IST: práticas sexuais sem preservativo e idade jovem são MAIORES fatores de risco, não menores.
O rastreamento de IST visa o diagnóstico precoce em assintomáticos. Práticas sexuais sem preservativo e idade jovem são, na verdade, os principais fatores de risco para IST, e não os menores. A sífilis, em particular, tem mostrado aumento de notificações na população jovem, justificando o rastreamento anual em pessoas sexualmente ativas ≤ 30 anos.
O rastreamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) é uma estratégia de prevenção secundária que visa identificar e tratar precocemente indivíduos assintomáticos, reduzindo a morbimortalidade e a cadeia de transmissão. Para ser eficaz, o rastreamento deve ser direcionado a populações de risco e considerar os fatores epidemiológicos locais. Contrariamente à afirmação da alternativa A, práticas sexuais sem uso de preservativos e a idade jovem são, de fato, os dois maiores fatores de risco para a aquisição de IST. A vulnerabilidade biológica e social dos jovens, aliada a comportamentos de risco, contribui para a alta incidência de IST nessa faixa etária. A sífilis, por exemplo, tem mostrado uma tendência preocupante de aumento de notificações na população de 13 a 29 anos no Brasil. Diante desse cenário epidemiológico, o rastreamento anual de IST, incluindo sífilis, HIV e hepatites virais, é recomendado para pessoas sexualmente ativas menores ou iguais a 30 anos. A identificação e o tratamento precoces são fundamentais para controlar a disseminação dessas infecções e prevenir complicações graves, tanto para o indivíduo quanto para a saúde pública.
Os principais fatores de risco incluem práticas sexuais sem uso consistente de preservativos, múltiplos parceiros sexuais, histórico de IST prévias, e idade jovem, devido à maior vulnerabilidade biológica e comportamental.
O aumento das notificações de sífilis na população jovem no Brasil pode ser atribuído a múltiplos fatores, como a diminuição do uso de preservativos, a falta de informação sobre prevenção, o aumento da testagem e a subnotificação em anos anteriores, além de fatores sociais e econômicos.
O rastreamento anual é crucial para essa faixa etária devido à alta prevalência de IST e ao fato de que muitos jovens são assintomáticos. O diagnóstico e tratamento precoces previnem complicações graves, como infertilidade e transmissão vertical, e interrompem a cadeia de transmissão na comunidade.
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