Rastreamento em Idosos: Exames Essenciais para Prevenção

USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 67 anos de idade, cozinheira, vem para consulta, com demanda de prevenção de doenças e promoção da saúde. Nega doenças prévias. É tabagista 30 maços-ano e tem hábitos sedentários. Nega etilismo ou uso de drogas ilícitas. Ao exame clínico: dentes em mal estado de conservação, IMC= 32kg/m², circunferência abdominal 108 cm, PA= 136x70 mmHg, frequência cardíaca= 76bpm, sem outras alterações. Dentre as alternativas abaixo, qual delas apresenta dois exames que devem ser solicitados para esta paciente?

Alternativas

  1. A) Densitometria óssea e colesterol total e frações.
  2. B) Mamografia e angiotomografia de coronárias.
  3. C) Ultrassonografia de abdome e glicemia de jejum.
  4. D) Pesquisa de sangue oculto nas fezes e teste ergométrico.

Pérola Clínica

Mulher > 65 anos com fatores de risco: rastreamento para osteoporose (densitometria) e dislipidemia (colesterol).

Resumo-Chave

Para uma mulher de 67 anos com múltiplos fatores de risco (tabagismo, sedentarismo, obesidade, pré-hipertensão), a prevenção de doenças crônicas é primordial. A densitometria óssea é indicada para rastreamento de osteoporose em mulheres > 65 anos, e o perfil lipídico (colesterol total e frações) é essencial para a avaliação do risco cardiovascular e dislipidemia, sendo exames de rotina recomendados.

Contexto Educacional

A prevenção de doenças e a promoção da saúde em pacientes idosos, especialmente aqueles com múltiplos fatores de risco, são pilares da atenção primária. A epidemiologia mostra que a idade avançada, tabagismo, sedentarismo e obesidade aumentam significativamente o risco de doenças cardiovasculares, osteoporose e certos tipos de câncer. A importância clínica reside na identificação precoce desses riscos para implementar intervenções que melhorem a qualidade de vida e a longevidade. O diagnóstico e rastreamento em idosos devem ser baseados em evidências e diretrizes clínicas. Para a paciente do caso, com 67 anos, tabagista, sedentária e obesa, a densitometria óssea é fundamental para rastrear osteoporose, condição prevalente em mulheres pós-menopausa e agravada por seus fatores de risco. Além disso, a avaliação do perfil lipídico (colesterol total e frações) é essencial para estratificar o risco cardiovascular, dado seu IMC elevado, circunferência abdominal aumentada e pré-hipertensão. O tratamento e as intervenções preventivas incluem aconselhamento para cessação do tabagismo, incentivo à atividade física, manejo da obesidade e, se necessário, tratamento farmacológico para dislipidemia e osteoporose. É importante ressaltar que exames mais invasivos ou de alta complexidade, como angiotomografia de coronárias ou teste ergométrico, não são indicados como rastreamento de rotina para pacientes assintomáticos, mas sim para investigação de sintomas ou estratificação de risco mais aprofundada após exames iniciais.

Perguntas Frequentes

Quais exames de rastreamento são indicados para mulheres acima de 65 anos?

Para mulheres acima de 65 anos, são indicados rastreamento de osteoporose com densitometria óssea, rastreamento de câncer de mama com mamografia (até certa idade ou expectativa de vida), rastreamento de câncer colorretal (pesquisa de sangue oculto nas fezes ou colonoscopia) e avaliação de risco cardiovascular com perfil lipídico e glicemia.

Por que a densitometria óssea é importante na terceira idade?

A densitometria óssea é crucial na terceira idade para o rastreamento da osteoporose, uma doença silenciosa que aumenta o risco de fraturas por fragilidade. Mulheres acima de 65 anos, especialmente com fatores de risco como tabagismo e sedentarismo, têm maior risco de desenvolver a condição, e a detecção precoce permite intervenções para prevenir fraturas.

Como avaliar o risco cardiovascular em pacientes idosos?

A avaliação do risco cardiovascular em idosos envolve a análise de fatores como pressão arterial, perfil lipídico (colesterol total e frações), glicemia de jejum, histórico de tabagismo, sedentarismo, obesidade (IMC e circunferência abdominal) e histórico familiar. Essas informações permitem estratificar o risco e guiar as intervenções preventivas.

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