CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024
O rastreamento de HIV/Sífilis em gestantes, além do exame na primeira consulta, deve ser realizado:
Rastreamento HIV/Sífilis em gestantes: 1ª consulta, 3º trimestre (28ª semana), parto/aborto/natimorto, sempre.
O rastreamento de HIV e Sífilis em gestantes é crucial para prevenir a transmissão vertical. Além da primeira consulta, deve ser repetido no início do 3º trimestre (28ª semana) e no momento do parto (ou em caso de aborto/natimorto), independentemente dos resultados anteriores, devido à possibilidade de novas exposições.
O rastreamento de HIV e Sífilis em gestantes é uma das intervenções mais eficazes no pré-natal para prevenir a transmissão vertical dessas infecções, que podem ter consequências devastadoras para o feto e o recém-nascido. A detecção precoce e o tratamento adequado são pilares fundamentais da saúde materno-infantil, e os protocolos de saúde pública recomendam uma abordagem sistemática para garantir a cobertura. Além do teste realizado na primeira consulta de pré-natal, as diretrizes atuais preconizam a repetição do rastreamento. Para o HIV e a Sífilis, isso inclui um novo teste no início do terceiro trimestre, por volta da 28ª semana de gestação. Essa repetição é vital porque a gestante pode ter sido exposta e adquirido a infecção após o primeiro teste, ou pode ter tido um resultado falso-negativo inicial. Adicionalmente, um novo teste deve ser oferecido no momento do parto, ou em situações de aborto ou natimorto, independentemente dos resultados anteriores. Essa medida de última hora permite identificar casos de soroconversão tardia e implementar imediatamente as profilaxias necessárias para o recém-nascido, como a administração de antirretrovirais para o HIV ou o tratamento da sífilis congênita. A adesão a este protocolo é essencial para reduzir drasticamente as taxas de transmissão vertical e melhorar os desfechos de saúde materno-infantil.
A repetição dos testes é crucial porque a gestante pode ser exposta e adquirir a infecção a qualquer momento durante a gravidez. Testes negativos no início não garantem que ela permanecerá negativa, e a detecção tardia ainda permite intervenções para reduzir a transmissão vertical.
O teste no momento do parto permite identificar gestantes soropositivas que não foram diagnosticadas ou que soroconverteram no final da gestação, possibilitando a implementação imediata de medidas profiláticas para o recém-nascido, como antirretrovirais e suspensão do aleitamento materno no caso do HIV.
A não realização do rastreamento aumenta significativamente o risco de transmissão vertical do HIV e da sífilis congênita, que podem causar graves sequelas para o bebê, incluindo malformações, deficiências neurológicas, óbito fetal ou neonatal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo