UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Em relação aos programas de rastreamento existentes é correto afirmar:
Rastreamento HAS em menores de 18 anos É indicado a partir dos 3 anos, em todas as consultas de rotina.
Contrariando a afirmação da questão, as diretrizes atuais de saúde recomendam o rastreamento da hipertensão arterial sistêmica em crianças e adolescentes a partir dos 3 anos de idade, em todas as consultas de rotina, utilizando manguitos de tamanho adequado.
Os programas de rastreamento são fundamentais na medicina preventiva, visando a detecção precoce de doenças em indivíduos assintomáticos para permitir intervenções oportunas e melhorar desfechos de saúde. No entanto, as recomendações para rastreamento variam significativamente entre diferentes condições e faixas etárias, sendo baseadas em evidências de custo-benefício e impacto na saúde pública. A questão aborda diversos rastreamentos. É crucial destacar que, ao contrário do que a alternativa C afirma, o rastreamento da hipertensão arterial sistêmica (HAS) é sim indicado para menores de 18 anos. As principais sociedades de pediatria e cardiologia recomendam a aferição da pressão arterial em todas as consultas de rotina a partir dos 3 anos de idade, e em crianças menores de 3 anos com fatores de risco. A detecção precoce da HAS em crianças e adolescentes é vital para prevenir complicações cardiovasculares a longo prazo. Outros pontos de rastreamento mencionados incluem o câncer de próstata, que não é recomendado universalmente, mas sim de forma individualizada com discussão de riscos e benefícios; o câncer de mama, com mamografia bianual para mulheres entre 45-74 anos sendo uma recomendação comum em muitos programas; e dislipidemias, cujo rastreamento inicia-se mais cedo em indivíduos com alto risco cardiovascular. É essencial que residentes e profissionais de saúde estejam atualizados com as diretrizes de rastreamento vigentes para cada condição, pois elas são dinâmicas e podem variar entre diferentes instituições e países.
As diretrizes atuais recomendam a aferição da pressão arterial em todas as consultas de rotina a partir dos 3 anos de idade, e em menores de 3 anos se houver fatores de risco.
O rastreamento precoce permite identificar e intervir em casos de hipertensão primária ou secundária, prevenindo danos a órgãos-alvo e complicações cardiovasculares futuras.
O diagnóstico é baseado em percentis de pressão arterial para idade, sexo e altura, com valores persistentemente elevados em múltiplas aferições, diferentemente dos valores fixos para adultos.
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