FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
Alguns desses grupos populacionais, por sua maior vulnerabilidade no que concerne à chance de exposição ao HCV, devem ser testados de forma periódica pelo menos uma vez ao ano ou em intervalo menor, se clinicamente indicado, somente sendo INADEQUADA a alternativa:
Rastreamento HCV periódico NÃO indicado para pessoas sexualmente inativas iniciando PrEP.
O rastreamento periódico para HCV é focado em populações com maior risco de exposição, como PVHIV, usuários de drogas injetáveis, contactantes de HCV e pessoas com múltiplas ISTs. Pessoas sexualmente inativas não se enquadram nesse perfil de risco para transmissão sexual de HCV.
A infecção pelo vírus da Hepatite C (HCV) é um problema de saúde pública global, com potencial para causar doença hepática crônica, cirrose e carcinoma hepatocelular. O rastreamento e diagnóstico precoce são cruciais para o tratamento e a prevenção da transmissão. As diretrizes do Ministério da Saúde estabelecem grupos populacionais específicos que devem ser testados periodicamente devido à sua maior vulnerabilidade à exposição ao HCV. Entre os grupos de alto risco estão as Pessoas Vivendo com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), devido à sobreposição das vias de transmissão e à maior gravidade da coinfecção. Pessoas com múltiplas infecções sexualmente transmissíveis e aquelas com múltiplos parceiros sexuais também apresentam risco elevado, refletindo a transmissão sexual do HCV, embora menos eficiente que a parenteral. A alternativa incorreta destaca a importância de direcionar o rastreamento para fatores de risco reais. Pessoas sexualmente inativas, mesmo que iniciem a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV, não possuem o risco de exposição sexual ao HCV que justificaria um rastreamento periódico específico para hepatite C, a menos que outros fatores de risco estejam presentes. A PrEP, embora associada a um perfil de risco para HIV e outras ISTs, não implica automaticamente em risco para HCV em indivíduos sexualmente inativos.
Os principais fatores incluem uso de drogas injetáveis, transfusões sanguíneas antes de 1993, hemodiálise, contato com sangue infectado, PVHIV, múltiplos parceiros sexuais e ISTs.
PVHIV têm maior risco de coinfecção por HCV devido a vias de transmissão compartilhadas (sexual, injetável) e a infecção por HIV pode acelerar a progressão da doença hepática por HCV.
A PrEP exige rastreamento inicial e periódico para HIV e outras ISTs comuns (sífilis, gonorreia, clamídia), mas o rastreamento de HCV é direcionado a indivíduos com fatores de risco específicos, não sendo universal para todos que iniciam PrEP.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo