FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
São grupos populacionais que devem também ser prioritariamente testados, quanto à presença do HCV por sua maior vulnerabilidade no que concerne à chance de exposição. Sendo INCORRETA a alternativa:
Rastreamento HCV: Transfusão antes de 1993 e transplante antes de 1993 são riscos.
A alternativa incorreta se refere ao ano limite para transfusões e transplantes como fator de risco para HCV. O rastreamento é indicado para quem recebeu transfusão de sangue ou hemoderivados antes de 1993 e transplantes antes de 1993, e não 1980, devido à introdução dos testes de triagem para HCV.
A infecção pelo vírus da Hepatite C (HCV) é um problema de saúde pública global, frequentemente assintomática em suas fases iniciais, o que leva a um diagnóstico tardio e à progressão para doença hepática crônica, cirrose e carcinoma hepatocelular. A importância clínica do rastreamento reside na possibilidade de diagnóstico precoce e tratamento eficaz com antivirais de ação direta, que podem curar a infecção na maioria dos casos, prevenindo complicações graves. A fisiopatologia do HCV envolve a replicação viral nos hepatócitos, levando à inflamação crônica e fibrose hepática. A transmissão ocorre principalmente por via parenteral, através do contato com sangue contaminado. O diagnóstico é feito pela detecção de anticorpos anti-HCV e, se positivo, pela quantificação do RNA viral. O rastreamento prioritário de grupos de risco é fundamental para identificar indivíduos infectados. Isso inclui pessoas que receberam transfusão de sangue ou hemoderivados antes de 1993, transplantes de órgãos antes de 1993, usuários de drogas injetáveis, pessoas em hemodiálise, profissionais de saúde com exposição ocupacional, e crianças nascidas de mães com HCV. A compreensão desses grupos de risco é essencial para implementar estratégias de saúde pública eficazes e para a prática clínica diária.
Os principais fatores de risco incluem uso de drogas injetáveis, transfusões de sangue ou hemoderivados antes de 1993, transplantes de órgãos antes de 1993, exposição ocupacional a sangue, hemodiálise, tatuagens e piercings feitos com material não esterilizado, e ser filho de mãe com HCV.
A data de 1993 é relevante porque foi o ano em que os testes de triagem para o vírus da Hepatite C foram implementados de forma rotineira nos bancos de sangue no Brasil, tornando as transfusões realizadas antes dessa data um risco significativo de transmissão.
Profissionais de saúde estão em risco de exposição percutânea a sangue e materiais biológicos contaminados, o que justifica o rastreamento para HCV, especialmente após acidentes com perfurocortantes, para diagnóstico precoce e tratamento, prevenindo a cronicidade da infecção.
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