Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2023
Exame não necessário no primeiro trimestre da gravidez.
Rastreamento GBS (Streptococcus agalactiae) → indicado no 3º trimestre (35-37 semanas), NÃO no 1º.
A pesquisa de colonização por Streptococcus agalactiae (GBS) é um exame crucial no pré-natal, mas sua realização é recomendada no terceiro trimestre da gravidez, entre 35 e 37 semanas de gestação, para identificar gestantes que necessitam de profilaxia intraparto e prevenir a sepse neonatal precoce.
O acompanhamento pré-natal é fundamental para a saúde materno-infantil, e a solicitação de exames complementares em cada trimestre segue diretrizes específicas para otimizar o rastreamento e a prevenção de complicações. No primeiro trimestre da gravidez, o foco está na confirmação da gestação, avaliação da saúde materna basal e rastreamento de condições que possam impactar o desenvolvimento fetal precoce ou a saúde materna ao longo da gestação. Exames como hemograma completo (para avaliar anemia), urina tipo I com urocultura (para rastrear infecções do trato urinário assintomáticas, que podem levar a parto prematuro), e glicemia de jejum (para rastrear diabetes pré-gestacional ou risco de diabetes gestacional) são essenciais e fazem parte da rotina. Além desses, sorologias para doenças infecciosas (sífilis, HIV, hepatites, toxoplasmose, rubéola) e tipagem sanguínea com fator Rh também são cruciais. Por outro lado, a pesquisa de colonização por Streptococcus agalactiae (GBS), também conhecido como Estreptococo do Grupo B, não é necessária no primeiro trimestre. Este exame é recomendado no terceiro trimestre, especificamente entre 35 e 37 semanas de gestação, para identificar gestantes colonizadas que necessitarão de profilaxia antibiótica intraparto. A colonização por GBS pode ser intermitente, e um resultado negativo no início da gestação não garante que a mulher não estará colonizada no momento do parto, o que justificaria a realização mais próxima do termo.
No primeiro trimestre, são solicitados hemograma completo, tipagem sanguínea e fator Rh, sorologias (HIV, sífilis, hepatites B e C, toxoplasmose, rubéola), glicemia de jejum, urina tipo I e urocultura, e ultrassonografia obstétrica inicial.
A pesquisa de GBS é realizada no terceiro trimestre (35-37 semanas) porque a colonização pode ser transitória. Um resultado positivo nesse período é mais preditivo da presença da bactéria no momento do parto, permitindo a profilaxia antibiótica adequada para prevenir a transmissão vertical.
O rastreamento de GBS é fundamental para identificar gestantes colonizadas e oferecer profilaxia antibiótica intraparto, reduzindo significativamente o risco de sepse neonatal precoce, uma infecção grave que pode levar a morbidade e mortalidade no recém-nascido.
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