IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2025
O rastreamento de gestantes colonizadas pelo estreptococo do grupo B (GBS) é muito importante na prática clínica. A prevalência de gestantes colonizadas no Brasil varia de 14,1% a 27,6%. A maioria dos casos de sepse neonatal de início precoce se deve à transmissão vertical dessa bactéria e ocorre durante a primeira semana de vida (90% nas primeiras 24 horas pós-parto). Entre os RN que desenvolvem a doença estreptocócica de início precoce, até 20% evoluirão para óbito, e, entre os sobreviventes, a frequência de sequelas é estimada de 15% a 30%. Sobre esse tema assinale a alternativa INCORRETA:
Urinocultura GBS+ no pré-natal → profilaxia intraparto INDEPENDENTE do rastreamento por swab.
Gestantes com GBS na urinocultura em qualquer concentração durante o pré-natal já têm indicação de profilaxia antibiótica intraparto, pois isso indica colonização significativa e risco elevado de transmissão vertical, tornando desnecessário o swab vaginal/retal.
O Estreptococo do Grupo B (GBS), ou Streptococcus agalactiae, é uma bactéria comum que coloniza o trato gastrointestinal e geniturinário de gestantes, sendo a principal causa de sepse neonatal de início precoce. A transmissão vertical ocorre durante o parto, e a infecção pode levar a quadros graves como pneumonia, meningite e sepse no recém-nascido, com altas taxas de morbimortalidade. O rastreamento e a profilaxia adequados são medidas custo-efetivas para reduzir esses riscos. O rastreamento de GBS é recomendado para todas as gestantes entre 35 e 37 semanas de gestação, por meio de cultura de swab vaginal e retal. No entanto, algumas situações dispensam o swab e já indicam a profilaxia, como a presença de GBS em urinocultura em qualquer concentração durante o pré-natal ou histórico de sepse neonatal por GBS em gestação anterior. A profilaxia antibiótica intraparto é o pilar da prevenção, visando reduzir a carga bacteriana no canal de parto. A Penicilina cristalina é o antibiótico de primeira linha para a profilaxia intraparto. Em casos de alergia à penicilina, a escolha do antibiótico depende da gravidade da reação alérgica e do perfil de sensibilidade da cepa de GBS. Para alergia grave, a clindamicina pode ser usada se a cepa for sensível; caso contrário, a vancomicina é a alternativa. É fundamental que os profissionais de saúde estejam atualizados com as diretrizes para garantir a segurança da mãe e do recém-nascido.
O rastreamento é feito rotineiramente entre 35 e 37 semanas de gestação, através de swab combinado vaginal e retal. A cultura é o método padrão-ouro para identificar a colonização.
As indicações incluem rastreamento positivo por swab, bacteriúria por GBS no pré-natal, antecedente de sepse neonatal por GBS em gestação anterior, trabalho de parto prematuro ou ruptura prematura de membranas com status de GBS desconhecido.
A Penicilina cristalina é o antibiótico de escolha. Em casos de alergia leve, cefazolina pode ser usada. Para alergia grave, clindamicina é uma opção, mas é crucial testar a sensibilidade da cepa de GBS, pois a resistência à clindamicina é comum. Se a cepa for resistente ou a sensibilidade desconhecida, vancomicina é a alternativa.
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