SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2022
Em relação aos exames complementares realizados no terceiro trimestre da gestação, assinale a alternativa CORRETA:
GBS em urocultura prévia = gestante colonizada, dispensa cultura vaginal/retal 35-37 sem; TTOG ideal 24-28 sem.
Se a bactéria Estreptococo do Grupo B (GBS) já foi identificada em urocultura durante a gestação, a gestante é considerada colonizada e não necessita de nova cultura vaginal/retal entre 35-37 semanas, devendo receber profilaxia antibiótica intraparto. O Teste de Tolerância Oral à Glicose (TTOG) é idealmente realizado entre 24-28 semanas.
O terceiro trimestre da gestação é um período crucial para a realização de exames complementares que visam garantir a saúde da mãe e do feto, além de prevenir complicações no parto e no período neonatal. A compreensão das indicações e do timing desses exames é fundamental para o pré-natal de qualidade e para a preparação de provas de residência médica. Entre os exames importantes, destaca-se o rastreamento para o Estreptococo do Grupo B (GBS), realizado por meio de cultura de swab vaginal e retal entre 35 e 37 semanas. Contudo, se a gestante já apresentou uma urocultura positiva para GBS em qualquer momento da gestação, ela é considerada colonizada e tem indicação de profilaxia antibiótica intraparto, dispensando a cultura de rastreamento. O Teste de Tolerância Oral à Glicose (TTOG) é o padrão-ouro para o diagnóstico de diabetes gestacional e deve ser realizado idealmente entre 24 e 28 semanas, embora possa ser feito até 32 semanas em casos de atraso. Outros exames, como a sorologia para toxoplasmose, são repetidos no terceiro trimestre apenas em gestantes suscetíveis (IgG negativo) que não apresentaram soroconversão. O rastreamento para sífilis (teste não treponêmico) é obrigatório em todos os trimestres e no parto, independentemente do risco. A correta interpretação e aplicação dessas diretrizes são essenciais para a prevenção de doenças e a promoção de desfechos gestacionais favoráveis.
O rastreamento de GBS (Streptococcus agalactiae) entre 35 e 37 semanas é crucial para identificar gestantes colonizadas e administrar profilaxia antibiótica intraparto, prevenindo a transmissão vertical da bactéria para o recém-nascido, que pode causar sepse neonatal precoce, pneumonia ou meningite.
O TTOG para rastreamento de diabetes gestacional é idealmente realizado entre a 24ª e a 28ª semana de gestação. Em gestantes com fatores de risco ou suspeita precoce, pode ser feito antes, e se negativo, repetido no período ideal.
Sim, o teste não treponêmico para sífilis (VDRL ou RPR) deve ser solicitado em todas as gestantes no primeiro trimestre, no terceiro trimestre (idealmente na 28ª semana) e no momento do parto, independentemente do risco habitual, para prevenir a sífilis congênita.
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