HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2021
Marina, 34 anos de idade, G3P2, com 36 semanas de idade gestacional, fez acompanhamento regular com boa evolução, realizou o protocolo de assistência pré natal que visa reduzir desfechos materno-fetais desfavoráveis. Encontra-se em consulta de pré-natal, assintomática. Refere boa movimentação fetal, nega perdas vaginais. Qual exame deve ser solicitado nessa consulta, considerando o controle de potenciais desfechos desfavoráveis, a evolução da gestação e a idade gestacional?
Gestante 35-37 semanas → realizar rastreamento para Streptococcus do grupo B (GBS) via cultura vaginal/retal.
O rastreamento para Streptococcus do grupo B (GBS) é recomendado entre 35 e 37 semanas de gestação para identificar portadoras e instituir profilaxia antibiótica intraparto, prevenindo a sepse neonatal precoce, uma complicação grave e potencialmente fatal.
O acompanhamento pré-natal visa identificar e manejar fatores de risco e condições que possam comprometer a saúde materno-fetal. No terceiro trimestre da gestação, especialmente entre 35 e 37 semanas, um exame de grande importância a ser solicitado é a pesquisa de Streptococcus do grupo B (GBS), também conhecido como Streptococcus agalactiae. Esta bactéria é um colonizador comum do trato gastrointestinal e geniturinário feminino, e sua presença pode ser assintomática para a mãe. A relevância do rastreamento de GBS reside no risco de transmissão vertical para o recém-nascido durante o parto vaginal. A infecção neonatal por GBS pode levar a quadros graves como sepse neonatal precoce, pneumonia e meningite, com altas taxas de morbidade e mortalidade. A identificação das gestantes colonizadas permite a instituição de profilaxia antibiótica intraparto, geralmente com penicilina cristalina ou ampicilina, reduzindo significativamente o risco de infecção no neonato. As demais opções (sorologias para hepatite B, HIV, sífilis e tipagem sanguínea) são exames importantes, mas que já deveriam ter sido realizados no primeiro trimestre e repetidos conforme a necessidade clínica ou protocolo (ex: sífilis no 3º trimestre). A pesquisa de GBS, no entanto, tem um período específico de realização no final da gestação para otimizar a eficácia da profilaxia.
O rastreamento é crucial para identificar gestantes colonizadas por GBS, que podem transmitir a bactéria ao recém-nascido durante o parto, causando sepse neonatal precoce, pneumonia ou meningite, condições com alta morbimortalidade.
O rastreamento é feito entre 35 e 37 semanas de gestação, através de cultura de swab vaginal e retal. O resultado positivo indica a necessidade de profilaxia antibiótica intraparto.
Em caso de resultado positivo, a gestante deve receber profilaxia antibiótica intraparto com penicilina cristalina ou ampicilina intravenosa, iniciada no trabalho de parto ou na ruptura de membranas, para reduzir o risco de transmissão vertical.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo