Check-up Mulher 66 Anos: Exames Essenciais de Rastreamento

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2018

Enunciado

Mulher, 66 anos, sem patologias prévias, procura atendimento médico para realizar um “check-up”. Os exames que NÃO podem faltar nessa avaliação primária são:

Alternativas

  1. A) USG para rastreamento de tumor de ovário, mamografia, VDRL, anti-HIV, urinocultura.
  2. B) mamografia, colesterol, densitometria óssea, pesquisa de sangue oculto nas fezes, glicemia de jejum.
  3. C) USG de mamas, anti-HIV, glicemia de jejum, colesterol, USG para rastreamento de aneurisma de aorta.
  4. D) urinocultura, USG para rastreamento de tumor de ovário, teste oral de tolerância à glicose, toque retal, Papanicolau.
  5. E) USG para rastreamento de tumor de ovário, mamografia, colesterol, VDRL, anti-HIV, urinocultura, densitometria.

Pérola Clínica

Check-up >65 anos: Mamografia, Colesterol, Densitometria, Sangue Oculto Fezes, Glicemia Jejum são essenciais.

Resumo-Chave

A avaliação primária de uma mulher de 66 anos sem patologias prévias deve focar em rastreamentos de doenças prevalentes na idade, como câncer de mama, osteoporose, dislipidemia, diabetes e câncer colorretal, conforme as diretrizes de saúde pública.

Contexto Educacional

O check-up em mulheres idosas, como a de 66 anos, é fundamental para a detecção precoce de doenças prevalentes e para a promoção da saúde. As diretrizes de rastreamento são baseadas em evidências para identificar condições como câncer de mama, câncer colorretal, osteoporose, diabetes mellitus e dislipidemias, que, se não tratadas, podem levar a morbidade e mortalidade significativas. A seleção dos exames deve ser criteriosa para evitar procedimentos desnecessários e otimizar os recursos de saúde. A fisiopatologia das doenças rastreadas, como a progressão do câncer ou a perda de massa óssea, justifica a importância da detecção precoce. O diagnóstico precoce permite intervenções mais eficazes e com melhor prognóstico. Por exemplo, a mamografia detecta lesões mamárias em estágios iniciais, enquanto a densitometria óssea identifica osteopenia ou osteoporose antes da ocorrência de fraturas. A glicemia de jejum e o perfil lipídico são cruciais para o manejo de doenças metabólicas que aumentam o risco cardiovascular. O tratamento e o prognóstico dessas condições são diretamente influenciados pela precocidade do diagnóstico. A adesão às recomendações de rastreamento melhora a qualidade de vida e a expectativa de vida das pacientes. É crucial que o residente compreenda as indicações e limitações de cada exame, evitando a solicitação de testes sem evidência de benefício, como o rastreamento de câncer de ovário por ultrassonografia em mulheres assintomáticas, que não demonstrou redução de mortalidade e pode gerar falsos positivos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais exames de rastreamento para mulheres acima de 65 anos?

Para mulheres acima de 65 anos, os principais exames de rastreamento incluem mamografia (para câncer de mama), densitometria óssea (para osteoporose), perfil lipídico e glicemia de jejum (para doenças metabólicas) e pesquisa de sangue oculto nas fezes (para câncer colorretal).

Por que a ultrassonografia de ovário não é recomendada para rastreamento de câncer em mulheres assintomáticas?

A ultrassonografia de ovário não é recomendada para rastreamento de câncer em mulheres assintomáticas devido à sua baixa especificidade, que resulta em muitos falsos positivos. Isso pode levar a procedimentos invasivos desnecessários, como biópsias e cirurgias, sem demonstrar redução da mortalidade por câncer de ovário.

Qual a periodicidade recomendada para mamografia e densitometria óssea em idosas?

A periodicidade da mamografia em idosas geralmente é anual ou bienal, dependendo das diretrizes locais e fatores de risco individuais. Para a densitometria óssea, a recomendação é a cada 1-2 anos, especialmente em mulheres com fatores de risco para osteoporose ou em tratamento.

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