CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2018
Mulher, 66 anos, sem patologias prévias, procura atendimento médico para realizar um “check-up”. Os exames que NÃO podem faltar nessa avaliação primária são:
Check-up >65 anos: Mamografia, Colesterol, Densitometria, Sangue Oculto Fezes, Glicemia Jejum são essenciais.
A avaliação primária de uma mulher de 66 anos sem patologias prévias deve focar em rastreamentos de doenças prevalentes na idade, como câncer de mama, osteoporose, dislipidemia, diabetes e câncer colorretal, conforme as diretrizes de saúde pública.
O check-up em mulheres idosas, como a de 66 anos, é fundamental para a detecção precoce de doenças prevalentes e para a promoção da saúde. As diretrizes de rastreamento são baseadas em evidências para identificar condições como câncer de mama, câncer colorretal, osteoporose, diabetes mellitus e dislipidemias, que, se não tratadas, podem levar a morbidade e mortalidade significativas. A seleção dos exames deve ser criteriosa para evitar procedimentos desnecessários e otimizar os recursos de saúde. A fisiopatologia das doenças rastreadas, como a progressão do câncer ou a perda de massa óssea, justifica a importância da detecção precoce. O diagnóstico precoce permite intervenções mais eficazes e com melhor prognóstico. Por exemplo, a mamografia detecta lesões mamárias em estágios iniciais, enquanto a densitometria óssea identifica osteopenia ou osteoporose antes da ocorrência de fraturas. A glicemia de jejum e o perfil lipídico são cruciais para o manejo de doenças metabólicas que aumentam o risco cardiovascular. O tratamento e o prognóstico dessas condições são diretamente influenciados pela precocidade do diagnóstico. A adesão às recomendações de rastreamento melhora a qualidade de vida e a expectativa de vida das pacientes. É crucial que o residente compreenda as indicações e limitações de cada exame, evitando a solicitação de testes sem evidência de benefício, como o rastreamento de câncer de ovário por ultrassonografia em mulheres assintomáticas, que não demonstrou redução de mortalidade e pode gerar falsos positivos.
Para mulheres acima de 65 anos, os principais exames de rastreamento incluem mamografia (para câncer de mama), densitometria óssea (para osteoporose), perfil lipídico e glicemia de jejum (para doenças metabólicas) e pesquisa de sangue oculto nas fezes (para câncer colorretal).
A ultrassonografia de ovário não é recomendada para rastreamento de câncer em mulheres assintomáticas devido à sua baixa especificidade, que resulta em muitos falsos positivos. Isso pode levar a procedimentos invasivos desnecessários, como biópsias e cirurgias, sem demonstrar redução da mortalidade por câncer de ovário.
A periodicidade da mamografia em idosas geralmente é anual ou bienal, dependendo das diretrizes locais e fatores de risco individuais. Para a densitometria óssea, a recomendação é a cada 1-2 anos, especialmente em mulheres com fatores de risco para osteoporose ou em tratamento.
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