HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2017
O rastreamento de doenças é uma intervenção classificada como prevenção secundária. Os rastreamentos têm um grande apelo tanto para a população geral como para os profissionais da saúde, entretanto a grande maioria deles produz mais malefícios que benefícios, mas, a despeito desta constatação, continuam sendo amplamente utilizados na prática médica. À luz das melhores evidências científicas, assinale a alternativa que apresenta os rastreamentos que têm maior chance de produzir benefícios.
Rastreamentos com maior benefício comprovado: câncer de mama, colo do útero e colorretal.
Os rastreamentos de câncer de mama (mamografia), câncer de colo do útero (Papanicolau) e câncer colorretal (colonoscopia, pesquisa de sangue oculto nas fezes) são os que possuem maior evidência de benefício, com redução de mortalidade e melhora de desfechos. Outros rastreamentos, como o de câncer de próstata e tireoide, são mais controversos devido ao risco de sobrediagnóstico e supertratamento.
O rastreamento de doenças é uma intervenção de prevenção secundária que visa identificar patologias em estágios iniciais em indivíduos assintomáticos, permitindo um tratamento mais eficaz e, idealmente, a redução da morbimortalidade. Contudo, nem todos os rastreamentos são benéficos, e muitos podem gerar mais malefícios do que vantagens, como sobrediagnóstico, supertratamento e ansiedade. As melhores evidências científicas apontam para o benefício claro de três rastreamentos: o câncer de mama (mamografia), o câncer de colo do útero (Papanicolau e teste de HPV) e o câncer colorretal (colonoscopia, sigmoidoscopia, pesquisa de sangue oculto nas fezes). Para essas condições, os programas de rastreamento demonstraram reduzir significativamente a mortalidade e melhorar os desfechos dos pacientes, justificando sua ampla recomendação. Em contraste, rastreamentos como o de câncer de próstata (PSA) e câncer de tireoide (ultrassonografia) são mais controversos. O PSA, por exemplo, tem um alto risco de sobrediagnóstico de cânceres indolentes, levando a biópsias e tratamentos desnecessários com efeitos adversos significativos. Para residentes, é fundamental compreender a importância da medicina baseada em evidências na decisão sobre quais rastreamentos recomendar, priorizando aqueles com balanço positivo entre benefícios e malefícios.
Os principais rastreamentos com evidência robusta de benefício na redução da mortalidade são o rastreamento do câncer de mama (com mamografia), o rastreamento do câncer de colo do útero (com Papanicolau e/ou teste de HPV) e o rastreamento do câncer colorretal (com colonoscopia, sigmoidoscopia ou pesquisa de sangue oculto nas fezes).
Alguns rastreamentos podem produzir mais malefícios devido ao sobrediagnóstico (detecção de doenças que nunca causariam sintomas), supertratamento (intervenções desnecessárias com riscos e efeitos colaterais), resultados falso-positivos (gerando ansiedade e exames invasivos) e a exposição a radiação ou outros riscos dos procedimentos de rastreamento.
A prevenção primária visa evitar o surgimento da doença (ex: vacinação, hábitos saudáveis). A prevenção secundária, onde se encaixa o rastreamento, busca detectar a doença precocemente em indivíduos assintomáticos para intervir antes que ela progrida e cause danos maiores, melhorando o prognóstico e reduzindo a mortalidade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo