Check-up Homem 55 Anos: Rastreamento Essencial

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Homem de 55 anos, casado, ex-tabagista, procura o serviço de saúde pela primeira vez para fazer um check-up. Comenta estar muito ansioso desde que soube que seu vizinho sofreu um infarto agudo do miocárdio. Refere história familiar de diabetes, hipertensão arterial e gota. Nega sintomas de prostatismo ou de outra enfermidade. O exame físico é normal, com exceção do IMC = 33. Quanto à prevenção de doenças, as medidas recomendadas como condutas necessárias para rastreamento nesse caso, embasadas no impacto de morbimortalidade, são:

Alternativas

  1. A) colesterol total e frações, glicemia de jejum e teste ergométrico.
  2. B) teste de tolerância oral à glicose e dosagem de PSA e de ácido úrico.
  3. C) glicemia de jejum, colesterol total e frações e aferição de pressão arterial.
  4. D) aferição de pressão arterial, cálculo de risco cardiovascular e dosagem de PSA.

Pérola Clínica

Homem >50a com FR CV (obesidade, ex-tabagismo, HF) → rastreamento inicial: PA, glicemia jejum, colesterol total/frações.

Resumo-Chave

Em um homem de 55 anos com múltiplos fatores de risco cardiovascular e metabólico (idade, obesidade, ex-tabagismo, história familiar), o rastreamento inicial focado na morbimortalidade inclui a aferição da pressão arterial para hipertensão, glicemia de jejum para diabetes e colesterol total e frações para dislipidemia, que são as condições mais prevalentes e com maior impacto na saúde pública nesta faixa etária.

Contexto Educacional

O rastreamento de doenças em adultos de meia-idade, especialmente aqueles com múltiplos fatores de risco, é uma pedra angular da medicina preventiva. A identificação precoce de condições como hipertensão, diabetes e dislipidemia permite intervenções que podem reduzir significativamente a morbimortalidade cardiovascular, a principal causa de morte no mundo. A abordagem deve ser baseada em evidências e considerar o custo-benefício das intervenções. Neste caso, o paciente apresenta idade (55 anos), sexo masculino, ex-tabagismo, obesidade (IMC 33) e história familiar de diabetes, hipertensão e gota, todos fatores de risco bem estabelecidos para doenças cardiovasculares e metabólicas. A ansiedade relacionada ao infarto do vizinho, embora não seja um fator de risco direto, pode ser um gatilho para a busca por cuidados e um indicativo de estresse que pode impactar a saúde. O exame físico normal, exceto pelo IMC, direciona a investigação para exames laboratoriais e medições básicas. As condutas necessárias para rastreamento, embasadas no impacto de morbimortalidade, incluem a aferição regular da pressão arterial para detecção de hipertensão, a dosagem de glicemia de jejum para rastreamento de diabetes e a avaliação do perfil lipídico (colesterol total e frações) para dislipidemia. Essas medidas são custo-efetivas, amplamente disponíveis e permitem a estratificação de risco e o início de intervenções (mudanças no estilo de vida ou farmacológicas) que comprovadamente reduzem eventos cardiovasculares. Outros exames como PSA ou teste ergométrico não são indicados como rastreamento universal de rotina para este perfil de paciente assintomático.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco cardiovascular a serem considerados em um check-up?

Os principais fatores de risco incluem idade avançada, sexo masculino, tabagismo (atual ou prévio), obesidade (IMC elevado), sedentarismo, história familiar de doenças cardiovasculares precoces, diabetes, hipertensão e dislipidemia.

Por que a dosagem de PSA não é uma medida de rastreamento universalmente recomendada nesse caso?

O rastreamento de câncer de próstata com PSA é controverso devido ao risco de sobrediagnóstico e sobretratamento, com potenciais danos (biópsias desnecessárias, disfunção erétil, incontinência). A decisão deve ser individualizada e discutida com o paciente, não sendo uma medida de rastreamento populacional de alto impacto na morbimortalidade geral como as outras.

Qual a importância da história familiar na avaliação de risco?

A história familiar de doenças como diabetes, hipertensão e gota indica uma predisposição genética, aumentando o risco do paciente para desenvolver essas condições. Isso reforça a necessidade de rastreamento precoce e monitoramento mais rigoroso.

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