UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2018
O rastreamento de doenças é uma medida de prevenção secundária, ou seja, consiste na investigação de pessoas assintomáticas em busca de condições clínicas, cujo diagnóstico na fase assintomática promove benefícios em relação à fase sintomática. Os rastreamentos normalmente são direcionados a grupos populacionais específicos, mas algumas condições podem ser rastreadas na população em geral. Sobre indicações de rastreamento, assinale a opção correta.
Rastreamento de DPOC com espirometria em tabagistas assintomáticos não é recomendado por falta de evidências de benefício.
O rastreamento de doenças visa identificar condições em indivíduos assintomáticos para melhorar o prognóstico. No caso da DPOC, apesar de ser uma doença prevalente em tabagistas, as evidências atuais não apoiam o rastreamento universal com espirometria em indivíduos assintomáticos, pois não demonstrou redução de mortalidade ou morbidade. O foco é na cessação do tabagismo e diagnóstico em sintomáticos.
O rastreamento de doenças é uma estratégia de prevenção secundária que busca identificar condições clínicas em indivíduos assintomáticos, com o objetivo de iniciar o tratamento precocemente e melhorar o prognóstico. Para que um programa de rastreamento seja recomendado, ele deve demonstrar benefícios claros em termos de redução de morbimortalidade, ter um teste seguro e eficaz, e a doença deve ter uma fase assintomática tratável. No contexto da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), uma condição fortemente associada ao tabagismo, a espirometria é o padrão-ouro para o diagnóstico. No entanto, as principais diretrizes de saúde, como as da Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD) e outras sociedades médicas, não recomendam o rastreamento universal com espirometria em tabagistas assintomáticos. A justificativa para essa não recomendação reside na falta de evidências de que o rastreamento em indivíduos sem sintomas resulte em uma redução significativa da mortalidade ou melhora dos desfechos clínicos em comparação com o diagnóstico realizado quando os sintomas se manifestam. Embora a detecção precoce possa parecer intuitivamente benéfica, os estudos não demonstraram que a intervenção precoce em tabagistas assintomáticos com DPOC leve melhore o prognóstico de forma substancial. O foco principal na prevenção da DPOC continua sendo a cessação do tabagismo. As recomendações de rastreamento para outras condições, como câncer de mama, colo uterino, próstata e diabetes, também possuem critérios específicos de idade e frequência que variam conforme as diretrizes nacionais e internacionais, e nem sempre são universais ou anuais para todas as faixas etárias.
Um programa eficaz deve ter uma doença com alta prevalência e morbimortalidade, um teste de rastreamento seguro e preciso, tratamento eficaz disponível na fase assintomática, e evidências de que o rastreamento reduz a mortalidade ou melhora o prognóstico.
Não há evidências robustas de que o rastreamento com espirometria em tabagistas assintomáticos resulte em redução da mortalidade ou melhora significativa dos desfechos clínicos em comparação com o diagnóstico quando os sintomas aparecem.
O Ministério da Saúde recomenda mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 69 anos. Para mulheres de 40 a 49 anos, a recomendação é individualizada com base no risco e decisão compartilhada.
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