AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Quanto ao controle periódico de saúde de pessoas assintomáticas, assinale a alternativa correta.
Fórmula de Friedewald calcula LDL quando TG < 400 mg/dL; rastreamento deve ser baseado em evidências.
A fórmula de Friedewald é um método amplamente utilizado para estimar o colesterol LDL em exames de rotina, mas sua aplicação é restrita a pacientes com triglicerídeos abaixo de 400 mg/dL, devido à sua precisão limitada em níveis mais elevados.
O controle periódico de saúde de pessoas assintomáticas, ou rastreamento, visa detectar doenças em estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz. No entanto, o rastreamento deve ser baseado em evidências de benefício, considerando os riscos de sobrediagnóstico, sobretratamento e os custos envolvidos. Para dislipidemia, a fórmula de Friedewald (LDL = CT - HDL - TG/5) é amplamente usada para estimar o LDL, mas é inválida com TG > 400 mg/dL. O hemograma de rotina em assintomáticos tem baixo rendimento e não é recomendado universalmente. O rastreamento de câncer de próstata com PSA e toque retal é controverso, com diretrizes que enfatizam a decisão compartilhada devido aos riscos de sobrediagnóstico e sobretratamento. A citologia oncótica (Papanicolau) é essencial para o rastreamento de câncer de colo uterino, iniciando-se geralmente aos 25 anos (ou após 3 anos de início da vida sexual, dependendo da diretriz local) e não é dispensada pela vacinação contra HPV. A aferição da pressão arterial é um exame de rastreamento de alta sensibilidade, baixo custo e fundamental para todos os adultos, sendo crucial para a detecção precoce da hipertensão arterial.
A fórmula de Friedewald pode ser utilizada para calcular o colesterol LDL quando os níveis de triglicerídeos do paciente são inferiores a 400 mg/dL. Acima desse valor, a fórmula perde precisão e não deve ser aplicada.
Não, o hemograma completo não é um exame de rotina universalmente indicado para todas as faixas etárias e grupos de risco sem queixas específicas. Sua indicação deve ser baseada em sintomas, fatores de risco ou condições clínicas que justifiquem a investigação.
As diretrizes atuais recomendam uma discussão individualizada com o paciente sobre os riscos e benefícios do rastreamento com PSA e toque retal, geralmente a partir dos 50 anos, ou mais cedo para grupos de alto risco, sem que um substitua o outro.
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