UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015
As disfunções tireoidianas são comuns no atendimento ambulatorial, sendo o hipotireoidismo a mais comum em todas as faixas etárias. Sua prevalência na população geral é em torno de 2%, mas pode chegar até 15% em pacientes com mais de 60 anos. Quanto ao rastreamento da função tireoidiana, é correto afirmar que:
Rastreamento tireoidiano → obrigatório em uso de amiodarona, interferon-alfa, lítio (drogas tireotóxicas).
O rastreamento da função tireoidiana é fundamental em pacientes que utilizam medicamentos conhecidos por induzir disfunções da tireoide. Amiodarona, interferon-alfa e carbonato de lítio são exemplos clássicos de fármacos que podem causar tanto hipotireoidismo quanto hipertireoidismo, exigindo monitoramento regular.
As disfunções tireoidianas, em particular o hipotireoidismo, são condições endócrinas de alta prevalência no atendimento ambulatorial, aumentando com a idade. O rastreamento populacional geral ainda é controverso, mas a identificação de grupos de risco é fundamental para a detecção precoce e manejo adequado. A fisiopatologia das disfunções tireoidianas induzidas por drogas varia. A amiodarona, rica em iodo, pode causar hipotireoidismo (inibindo a síntese hormonal) ou hipertireoidismo (por efeito direto tóxico ou excesso de iodo). O lítio inibe a liberação de hormônios tireoidianos e o interferon-alfa pode induzir tireoidite autoimune. O monitoramento da função tireoidiana (TSH e T4 livre) é crucial antes do início e periodicamente durante o tratamento com essas drogas. A detecção precoce permite ajustes na medicação ou início de tratamento para a disfunção tireoidiana, prevenindo complicações e melhorando a qualidade de vida do paciente.
Medicamentos como amiodarona, interferon-alfa e carbonato de lítio são conhecidos por induzir disfunções tireoidianas, exigindo monitoramento periódico da função da tireoide (TSH e T4 livre).
A amiodarona contém alta concentração de iodo, que pode induzir tanto hipotireoidismo (por efeito Wolff-Chaikoff) quanto hipertireoidismo (por destruição glandular ou aumento da síntese hormonal).
Não, o rastreamento universal da população geral com TSH e T4 livre não é amplamente encorajado devido à falta de evidências de benefício em massa, sendo mais indicado para grupos de risco ou com sintomas.
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