Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2022
Após atender cinco pacientes, o residente João estava com dúvidas em relação ao rastreamento de diabetes e foi perguntar ao preceptor para quem deveria solicitar o exame de glicemia. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta o paciente com indicação de realizar o rastreamento segundo a American Diabetes Association (ADA).
Rastreamento DM2 ADA: iniciar aos 35 anos ou antes se IMC ≥ 25 kg/m² + fator de risco.
A American Diabetes Association (ADA) recomenda o rastreamento para diabetes tipo 2 em adultos a partir dos 35 anos de idade. No entanto, o rastreamento deve ser iniciado mais cedo (em qualquer idade) em indivíduos com sobrepeso ou obesidade (IMC ≥ 25 kg/m² ou ≥ 23 kg/m² para asiáticos) que apresentem pelo menos um fator de risco adicional.
O rastreamento do diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma estratégia crucial para a detecção precoce da doença e prevenção de suas complicações. As diretrizes da American Diabetes Association (ADA) são amplamente seguidas e atualizadas regularmente. É fundamental que residentes e estudantes de medicina compreendam os critérios para identificar pacientes que se beneficiarão do rastreamento, pois o DM2 muitas vezes é assintomático em suas fases iniciais. A ADA recomenda o rastreamento para todos os adultos a partir dos 35 anos de idade. No entanto, o rastreamento deve ser considerado em qualquer idade em adultos com sobrepeso (IMC ≥ 25 kg/m² ou ≥ 23 kg/m² para asiáticos) ou obesidade, que apresentem pelo menos um fator de risco adicional para DM2. Esses fatores incluem histórico familiar de DM2 em parente de primeiro grau, etnia de alto risco, histórico de doença cardiovascular, hipertensão (≥ 140/90 mmHg ou em tratamento), dislipidemia (HDL < 35 mg/dL ou triglicerídeos > 250 mg/dL), síndrome dos ovários policísticos, sedentarismo e histórico de diabetes gestacional. No caso do paciente Alberto, com 30 anos, negro, sedentário e IMC de 27 kg/m², ele se enquadra nos critérios de rastreamento da ADA: idade inferior a 35 anos, mas com sobrepeso (IMC > 25) e múltiplos fatores de risco (etnia de alto risco e sedentarismo). A detecção precoce permite intervenções no estilo de vida e, se necessário, tratamento farmacológico, visando retardar ou prevenir a progressão da doença e suas comorbidades.
Fatores de risco incluem histórico familiar de DM2 em parentes de primeiro grau, etnia de alto risco (negros, hispânicos, asiáticos, nativos americanos), histórico de doença cardiovascular, hipertensão, dislipidemia, síndrome dos ovários policísticos, sedentarismo e histórico de diabetes gestacional.
Para a população geral sem fatores de risco adicionais, a ADA recomenda iniciar o rastreamento de diabetes tipo 2 a partir dos 35 anos de idade.
Os exames utilizados são a glicemia de jejum (≥ 126 mg/dL), teste oral de tolerância à glicose (TOTG 2h ≥ 200 mg/dL) e hemoglobina glicada (HbA1c ≥ 6,5%). Para rastreamento, a glicemia de jejum e a HbA1c são as mais comuns.
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