UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024
O diabetes mellitus é considerado um problema de saúde pública mundial. Estima-se que, aproximadamente, 12% da população seja portadora da doença, dos quais até 45% não diagnosticados.Considerando esse contexto, assinale a alternativa correta sobre os critérios diagnósticos e recomendações de rastreamento.
Rastreamento DM2 em crianças: >10 anos OU puberdade, IMC >P85 + 1 Fator de Risco.
O rastreamento de diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes não é universal, sendo indicado apenas para aqueles com sobrepeso/obesidade (IMC > P85 ou P95, dependendo da diretriz) e fatores de risco adicionais, como histórico familiar, etnia de alto risco ou sinais de resistência à insulina.
O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) tem se tornado uma preocupação crescente na população pediátrica, impulsionado pela epidemia global de obesidade. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações a longo prazo. As diretrizes atuais enfatizam um rastreamento seletivo, focado em identificar crianças e adolescentes com maior risco. O rastreamento em crianças não é universal e deve ser considerado a partir dos 10 anos de idade ou no início da puberdade, o que ocorrer primeiro, em indivíduos com sobrepeso ou obesidade (IMC > percentil 85 para idade e sexo) e que apresentem um ou mais fatores de risco adicionais. Esses fatores incluem histórico familiar de DM2, etnia de alto risco, sinais de resistência à insulina (como acantose nigricans, hipertensão, dislipidemia, síndrome dos ovários policísticos) ou história materna de diabetes gestacional. Os critérios diagnósticos para DM2 em crianças são os mesmos dos adultos: glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia após 2h do teste oral de sobrecarga de glicose (TOTG) ≥ 200 mg/dL, hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5% ou glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos. É importante ressaltar que a pré-diabetes é definida por glicemia de jejum entre 100-125 mg/dL, TOTG 2h entre 140-199 mg/dL ou HbA1c entre 5,7-6,4%.
Os critérios incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia após 2h do TOTG ≥ 200 mg/dL, hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5% ou glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos de hiperglicemia.
O rastreamento deve ser iniciado em crianças e adolescentes a partir dos 10 anos de idade ou no início da puberdade, se apresentarem sobrepeso ou obesidade (IMC > percentil 85) e pelo menos um fator de risco adicional.
Fatores de risco incluem história familiar de DM2 em parentes de primeiro ou segundo grau, etnia de alto risco, sinais de resistência à insulina (acantose nigricans, hipertensão, dislipidemia, SOP) e história materna de diabetes gestacional.
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