UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023
Sr. Luiz Antônio, 66 anos, casado, pai de dois filhos, é aposentado, Há 10 anos, teve o diagnóstico de diabetes tipo 2 realizado pela Unidade de Saúde da Família. Seu o indice de massa corporal (IMC) é de 29 kg/m2. Sempre foi sedentário, nunca teve colesterol alto e nunca fumou. Recentemente, recebeu o resultado de seus exames de acompanhamento; glicemia jejum de 108 mg/dL, e a hemoglobina glicada (HbA1c), de 6,8%. A médica da USF objetivando diagnosticar precocemente o diabetes, pergunta sobre os seus dois filhos. O sr. Antônio diz que o mais velho, Manoel, tem 47 anos, trabalhando muito, está fora de “forma" e "buchudo" (Circunferência abdominal 103 cm), mas tem praticado exercício regularmente, e não tem nenhuma comorbidade. E Pedro Augusto tem 38 anos, pratica exercícios regularmente, possui um de IMC: 29 Kg/m2 e faz uso de medicação para hipertensão. Considerando o caso descrito, responda qual afirmativa está correta:
Rastreamento DM2: IMC ≥ 25 + ≥ 1 fator de risco (HF, HAS, CA ↑, >45 anos) → Glicemia jejum.
O rastreamento para diabetes tipo 2 é indicado em indivíduos com sobrepeso ou obesidade (IMC ≥ 25 kg/m² ou circunferência abdominal aumentada) que apresentem pelo menos um fator de risco adicional, como história familiar de DM2, hipertensão arterial ou idade ≥ 45 anos. Ambos os filhos preenchem esses critérios.
O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica de alta prevalência, com morbidade e mortalidade significativas se não diagnosticada e tratada precocemente. O rastreamento ativo de indivíduos em risco é fundamental para identificar a doença em estágios iniciais, permitindo intervenções que podem retardar a progressão das complicações. Os fatores de risco são bem estabelecidos e incluem idade avançada, história familiar de DM2, sobrepeso/obesidade, sedentarismo, hipertensão arterial e dislipidemia. As diretrizes atuais recomendam o rastreamento para DM2 em todos os indivíduos a partir dos 45 anos de idade. Além disso, o rastreamento deve ser considerado em adultos com sobrepeso ou obesidade (IMC ≥ 25 kg/m² ou circunferência abdominal aumentada) que apresentem pelo menos um fator de risco adicional. Para crianças e adolescentes, o rastreamento é indicado se houver sobrepeso/obesidade e dois ou mais fatores de risco. Os exames utilizados para o rastreamento incluem a glicemia de jejum, o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) e a hemoglobina glicada (HbA1c). A glicemia de jejum é o método mais comum e acessível. A identificação precoce de pré-diabetes ou diabetes permite a implementação de mudanças no estilo de vida e, se necessário, tratamento farmacológico, visando prevenir ou retardar as complicações micro e macrovasculares associadas à doença.
Os principais fatores de risco incluem sobrepeso/obesidade (IMC ≥ 25 kg/m²), história familiar de DM2 em parente de primeiro grau, idade ≥ 45 anos, sedentarismo, hipertensão arterial, dislipidemia, história de diabetes gestacional e síndrome dos ovários policísticos.
O rastreamento deve ser iniciado em adultos com sobrepeso ou obesidade (IMC ≥ 25 kg/m² ou CA aumentada) que apresentem pelo menos um fator de risco adicional. Para todos os indivíduos, o rastreamento deve começar a partir dos 45 anos, mesmo sem outros fatores de risco.
Os exames recomendados para rastreamento são a glicemia de jejum, o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com 75g de glicose e a hemoglobina glicada (HbA1c). A glicemia de jejum é geralmente o primeiro exame solicitado.
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