Rastreamento de Diabetes Gestacional no Pré-Natal

Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2015

Enunciado

Em relação ao acompanhamento do PRÉ-NATAL, assinale a afirmativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) O Exame Citopatológico do Colo Uterino não deve ser realizado durante o Pré-natal; 
  2. B) O rastreamento da Sífilis pode ser feito por meio da realização do VDRL no terceiro trimestre da gravidez;
  3. C) A associação da realização da glicemia de jejum com a pesquisa de fatores de risco para o desenvolvimento do Diabetes Melito Gestacional pode ser utilizado para rastreamento na primeira consulta;
  4. D) As evidências epidemiológicas sugerem que a atividade sexual durante o terceiro trimestre da gravidez está associada com o aumento da mortalidade perinatal.

Pérola Clínica

Rastreamento DM Gestacional = Glicemia de jejum + fatores de risco na 1ª consulta.

Resumo-Chave

O rastreamento do Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) deve ser iniciado precocemente no pré-natal. Na primeira consulta, a avaliação da glicemia de jejum em conjunto com a pesquisa de fatores de risco é uma estratégia eficaz para identificar gestantes com maior probabilidade de desenvolver DMG ou com diabetes pré-existente não diagnosticado.

Contexto Educacional

O pré-natal é um período crucial para a saúde materno-fetal, visando identificar e manejar precocemente condições que possam comprometer a gestação. Um dos rastreamentos mais importantes é o do Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), que afeta uma parcela significativa das gestantes e está associado a complicações como macrossomia fetal, pré-eclâmpsia, parto prematuro e maior risco de diabetes tipo 2 para a mãe e o filho no futuro. O rastreamento do DMG deve ser iniciado na primeira consulta de pré-natal. A combinação da glicemia de jejum com a pesquisa de fatores de risco permite identificar gestantes com maior probabilidade de desenvolver a condição ou aquelas que já possuem diabetes pré-existente não diagnosticado. Caso a glicemia de jejum inicial esteja alterada, o diagnóstico de diabetes pode ser feito precocemente. Para gestantes sem diagnóstico inicial, o teste de tolerância à glicose oral (TTGO) é realizado entre 24 e 28 semanas. Outros pontos importantes do pré-natal incluem o exame citopatológico do colo uterino, que deve ser realizado se a mulher não tiver feito nos últimos 3 anos, independentemente da gestação. O rastreamento da sífilis deve ser feito em três momentos (1º, 2º, 3º trimestres e no parto) para garantir a detecção e tratamento oportunos. A atividade sexual, em gestações de baixo risco, geralmente não está associada a aumento da mortalidade perinatal.

Perguntas Frequentes

Quando e como é feito o rastreamento do Diabetes Mellitus Gestacional (DMG)?

O rastreamento do DMG inicia na primeira consulta com glicemia de jejum e avaliação de fatores de risco. Entre 24 e 28 semanas, todas as gestantes sem diagnóstico prévio devem realizar o teste de tolerância à glicose oral (TTGO) com 75g de glicose.

Quais são os principais fatores de risco para Diabetes Mellitus Gestacional?

Fatores de risco incluem idade materna avançada (>35 anos), obesidade, história familiar de diabetes, DMG em gestação anterior, macrossomia fetal em gestação prévia, síndrome dos ovários policísticos e hipertensão arterial.

Por que é importante rastrear a sífilis no pré-natal?

O rastreamento da sífilis é fundamental para prevenir a sífilis congênita, uma condição grave que pode causar aborto, natimorto, prematuridade e diversas anomalias no recém-nascido. O VDRL deve ser realizado na primeira consulta, no segundo e no terceiro trimestres, e no momento do parto.

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