HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
Homem de 23 anos de idade chega assintomático na UBS e requisita exames de check up. Você verifica que não há fatores de risco para doenças crônicas e que medidas antropométricas estão normais. Considerando a incorporação da promoção da saúde e prevenção de doenças conforme o método clínico centrado na pessoa, a medida que não deveria ser oferecida para esse paciente é:
Rastreamento de diabetes em jovens assintomáticos sem FR não é rotina; iniciar aos 45 anos ou antes com FR.
Em pacientes jovens, assintomáticos e sem fatores de risco para doenças crônicas, o rastreamento de diabetes mellitus tipo 2 com glicemia de jejum não é recomendado de rotina. As diretrizes focam em rastreamento a partir dos 45 anos ou em idades mais precoces se houver fatores de risco específicos.
A promoção da saúde e a prevenção de doenças são pilares da Atenção Primária à Saúde, e o método clínico centrado na pessoa orienta a abordagem individualizada. Para um homem jovem de 23 anos, assintomático e sem fatores de risco para doenças crônicas, as intervenções devem focar em medidas de promoção da saúde universais e rastreamentos com evidência de benefício para essa faixa etária. Medidas como aferição da pressão arterial, aconselhamento sobre uso de álcool, tabaco e infecções sexualmente transmissíveis são consideradas universais e benéficas para a população geral, independentemente de fatores de risco específicos. No entanto, o rastreamento de condições como o diabetes mellitus tipo 2, através da glicemia de jejum, possui diretrizes de idade e fatores de risco bem estabelecidas. As principais sociedades médicas recomendam o rastreamento de diabetes tipo 2 a partir dos 45 anos ou em idades mais precoces apenas se houver fatores de risco significativos (obesidade, histórico familiar, etc.). Solicitar exames desnecessários pode levar a resultados falso-positivos, ansiedade e custos adicionais, desviando o foco de intervenções mais eficazes para a promoção da saúde do paciente.
As diretrizes atuais, como as da Sociedade Brasileira de Diabetes e da American Diabetes Association, recomendam iniciar o rastreamento para diabetes mellitus tipo 2 em indivíduos assintomáticos a partir dos 45 anos de idade.
Fatores de risco incluem sobrepeso ou obesidade, histórico familiar de diabetes em parentes de primeiro grau, sedentarismo, hipertensão arterial, dislipidemia, síndrome dos ovários policísticos, histórico de diabetes gestacional ou macrossomia fetal.
Além da glicemia de jejum, o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com 75g de glicose e a hemoglobina glicada (HbA1c) são métodos diagnósticos e de rastreamento para diabetes e pré-diabetes.
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