UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2024
O rastreamento de Diabetes Melitus (DM) na população é recomendado para todos os indivíduos com 45 anos ou mais, mesmo sem fatores de risco. Deve ser considerado estabelecer o diagnóstico de DM na presença de glicemia de jejum ≥ 126 mg/dl e HbA1c ≥ 6,5% em uma mesma amostra de sangue, sendo comum na rotina médica essa solicitação combinada em uma única requisição laboratorial. Porém é imprescindível estar atendo as limitações metodológicas dos exames utilizados para evitar falsos diagnósticos. Marque a alternativa que esta combinação de exames pode ser utilizada para rastreio de DM sem grandes preocupações com a limitação metodológica do teste HbA1c.
A HbA1c é confiável para rastreio de DM, exceto em condições que alteram a vida útil das hemácias ou a glicação, como anemias, hemoglobinopatias, transfusões e gravidez.
A HbA1c é um exame crucial para o diagnóstico e monitoramento do Diabetes Mellitus, mas sua interpretação exige cautela em situações clínicas que afetam a eritropoiese, a vida útil das hemácias ou a glicação, como anemias, hemoglobinopatias, transfusões sanguíneas e gravidez.
O rastreamento e diagnóstico do Diabetes Mellitus (DM) são fundamentais para a prevenção de complicações crônicas. As diretrizes atuais recomendam o rastreamento para todos os indivíduos com 45 anos ou mais, ou em idades mais jovens se houver fatores de risco. Os principais exames utilizados para o diagnóstico são a glicemia de jejum, o teste de tolerância à glicose oral (TTGO) e a hemoglobina glicada (HbA1c). A HbA1c reflete a média da glicemia nos últimos 2-3 meses e é um critério diagnóstico conveniente (≥ 6,5%). No entanto, sua utilização exige conhecimento das limitações metodológicas. Condições que afetam a vida útil das hemácias (como anemias hemolíticas, hemoglobinopatias, sangramentos agudos ou transfusões sanguíneas recentes) ou que alteram a glicação da hemoglobina (como insuficiência renal crônica ou uso de alguns medicamentos) podem levar a resultados falsamente elevados ou reduzidos da HbA1c. É crucial que o médico esteja atento a essas situações. Por exemplo, em gestantes, a HbA1c não é o método de escolha para o rastreamento de diabetes gestacional devido às alterações fisiológicas. Pacientes com mielodisplasia e transfusões frequentes terão a HbA1c subestimada. Em contraste, o uso de formoterol, um beta-agonista, embora possa ter um leve efeito hiperglicêmico, não compromete a acurácia da HbA1c de forma significativa para o rastreamento, tornando-o um cenário onde a combinação de exames pode ser utilizada com maior confiança.
O diagnóstico de DM pode ser estabelecido por glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5%, glicemia de 2 horas no TTGO ≥ 200 mg/dL, ou glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos de hiperglicemia.
A HbA1c pode ser imprecisa em condições que afetam a vida útil das hemácias (anemias hemolíticas, hemoglobinopatias, transfusões recentes, sangramentos agudos) ou que alteram a glicação (insuficiência renal crônica, uso de certos medicamentos).
Durante a gravidez, as alterações fisiológicas na glicemia e na vida útil das hemácias podem afetar a HbA1c. O rastreamento de Diabetes Gestacional é feito preferencialmente com o teste de tolerância à glicose oral (TTGO) entre 24 e 28 semanas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo