UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2019
À luz da legislação pertinente, julgue o próximo item, a respeito do Sistema Único de Saúde (SUS) e a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). Portadores de diabetes melito do tipo 2 podem permanecer assintomáticos por um longo período, fato que torna necessárias ações de prevenção primária a fim de identificar a doença precocemente. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento periódico de todos os moradores da área adscrita de uma unidade básica de saúde.
Rastreio de DM2 ≠ Universal. Indicado para ≥ 45 anos ou adultos com sobrepeso + 1 fator de risco.
O rastreamento populacional indiscriminado não é recomendado pelo Ministério da Saúde; deve-se focar em indivíduos com fatores de risco específicos ou idade avançada.
A prevenção primária e a detecção precoce do Diabetes Mellitus tipo 2 são pilares da Atenção Primária à Saúde. No entanto, as diretrizes do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Diabetes enfatizam a estratificação de risco. O rastreamento deve ser criterioso para evitar o desperdício de recursos e focar na população que realmente apresenta risco de complicações micro e macrovasculares a longo prazo.
O rastreamento é indicado para adultos com sobrepeso ou obesidade (IMC ≥ 25 kg/m²) que possuam pelo menos um fator de risco adicional (como hipertensão, sedentarismo, história familiar de DM, HDL baixo ou triglicerídeos altos). Para indivíduos sem fatores de risco, o rastreamento deve começar aos 45 anos. Se os resultados forem normais, o teste deve ser repetido em intervalos de no mínimo 3 anos, ou mais frequentemente conforme o julgamento clínico.
O rastreamento universal de todos os moradores (independente de idade ou risco) não apresenta uma relação custo-benefício favorável e pode levar a diagnósticos excessivos ou intervenções desnecessárias em populações de baixíssimo risco. A estratégia de saúde pública foca no rastreamento oportunista e direcionado, otimizando recursos para identificar aqueles com maior probabilidade de se beneficiarem da intervenção precoce.
Os exames recomendados para o rastreamento incluem a glicemia de jejum, o teste de tolerância oral à glicose (TOTG) com 75g de glicose e a hemoglobina glicada (HbA1c). Na Atenção Básica, a glicemia de jejum é frequentemente utilizada pela sua disponibilidade e menor custo, embora a HbA1c venha ganhando espaço por não exigir jejum, apesar de sua menor sensibilidade em certas populações.
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