UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2020
Paciente de 18 anos, comparece à consulta com resultado de BHCG positivo. Encontra-se confusa com todas as modificações que irão ocorrer no seu organismo e como será o seguimento da gestação. Todas as alternativas estão corretas, exceto:
Rastreamento de diabetes gestacional (TTOG 75g) é entre 24-28 semanas, não 18 semanas.
O Teste de Tolerância Oral à Glicose (TTOG) com 75g para rastreamento de diabetes gestacional é realizado rotineiramente entre 24 e 28 semanas de gestação, e não com 18 semanas, a menos que haja fatores de risco específicos que justifiquem um rastreamento precoce.
O acompanhamento pré-natal é fundamental para a saúde da gestante e do feto, visando identificar e intervir precocemente em possíveis complicações. Um pré-natal de qualidade envolve uma série de consultas e exames que seguem um cronograma específico, adaptado às necessidades individuais da gestante. É essencial que o residente conheça as diretrizes atuais para oferecer uma assistência completa e segura. Entre os exames de rotina, destacam-se a colpocitologia oncótica (se indicada), as sorologias para HIV, Hepatite B, sífilis, toxoplasmose e rubéola, além do ultrassom morfológico de primeiro trimestre com avaliação da Translucência Nucal. O rastreamento do diabetes gestacional é um ponto crítico, sendo o Teste de Tolerância Oral à Glicose (TTOG) de 75g realizado entre 24 e 28 semanas de gestação para todas as gestantes sem diagnóstico prévio de diabetes. A realização precoce (antes de 24 semanas) é indicada apenas para gestantes com fatores de alto risco. O número de consultas pré-natais também é um aspecto importante. As diretrizes mais recentes da OMS recomendam um mínimo de 8 contatos para gestações de baixo risco, visando otimizar a detecção de problemas e a promoção da saúde. Dominar esses aspectos é crucial para a aprovação em provas de residência e para a prática clínica diária.
A colpocitologia oncótica (Papanicolau) deve ser realizada na primeira consulta de pré-natal, independentemente da idade gestacional, se a mulher estiver com o exame atrasado ou nunca o tiver feito. Não há contraindicação para sua realização durante a gravidez.
Para uma assistência pré-natal adequada em gestações de baixo risco, a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza um mínimo de 8 contatos (consultas), sendo o primeiro no primeiro trimestre e os demais distribuídos ao longo da gestação. Antigamente, o mínimo era 6 consultas, mas as diretrizes mais recentes aumentaram esse número para otimizar o cuidado.
O ultrassom morfológico de primeiro trimestre, realizado entre 11 e 14 semanas, avalia a Translucência Nucal (TN), que é um marcador de risco para anomalias cromossômicas, como a trissomia do 21 (Síndrome de Down). Valores de TN acima de 2,5 mm estão associados a um risco aumentado, indicando a necessidade de investigação adicional.
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