FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023
Paciente de 46 anos de idade, obesa, hipertensa crônica e tabagista, encontra-se na 10ª semana de gestação. Retorna para sua segunda consulta de pré-natal na Unidade Básica de Saúde e, ao serem avaliados os resultados dos exames solicitados, foi observado glicemia de jejum = 90 mg/dl. Neste caso, qual é a conduta adequada:
Gestante com fatores de risco e glicemia de jejum normal no 1º trimestre → Realizar TOTG 75g entre 24-28 semanas para rastreamento de Diabetes Gestacional.
Mesmo com glicemia de jejum normal no primeiro trimestre, gestantes com fatores de risco para diabetes gestacional (como obesidade, hipertensão e tabagismo) devem ser submetidas ao Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) de 75g entre 24 e 28 semanas de gestação. Este é o método padrão para o rastreamento e diagnóstico do diabetes gestacional, uma condição que pode surgir ou ser detectada mais tardiamente na gravidez.
O diabetes gestacional (DG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. É uma condição comum que afeta aproximadamente 10% a 20% das gestações no Brasil, sendo crucial seu diagnóstico e manejo adequados para prevenir complicações maternas e fetais. Fatores de risco como obesidade, idade materna avançada, hipertensão crônica e tabagismo aumentam significativamente a probabilidade de desenvolver DG. O rastreamento do DG é uma parte essencial do pré-natal. Embora a glicemia de jejum no primeiro trimestre possa ser utilizada para identificar diabetes pré-gestacional ou DG precoce (com valores ≥ 92 mg/dL), uma glicemia normal nesse período não exclui o desenvolvimento posterior da condição. Para gestantes com fatores de risco, ou para todas as gestantes segundo algumas diretrizes, o rastreamento definitivo é realizado entre 24 e 28 semanas de gestação. O método padrão-ouro para o diagnóstico do DG é o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose. Este teste envolve a dosagem da glicemia em jejum, 1 hora e 2 horas após a ingestão da solução de glicose. Os critérios diagnósticos variam ligeiramente entre as sociedades médicas, mas geralmente um ou mais valores alterados (jejum ≥ 92 mg/dL, 1h ≥ 180 mg/dL, 2h ≥ 153 mg/dL) são suficientes para o diagnóstico. O manejo adequado do DG, que inclui dieta, exercícios e, se necessário, insulinoterapia, é fundamental para reduzir os riscos de macrossomia fetal, hipoglicemia neonatal, pré-eclâmpsia e diabetes tipo 2 futuro para a mãe.
Os principais fatores de risco para diabetes gestacional incluem obesidade, idade materna avançada (>35 anos), história familiar de diabetes, história prévia de diabetes gestacional, macrossomia fetal em gestação anterior, síndrome dos ovários policísticos e hipertensão crônica. A paciente do caso apresenta múltiplos fatores de risco.
O método padrão para o rastreamento e diagnóstico do diabetes gestacional é o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose. Este teste é realizado entre 24 e 28 semanas de gestação, com dosagens de glicemia em jejum, 1 hora e 2 horas após a ingestão da glicose.
O TOTG é realizado entre 24 e 28 semanas de gestação porque é nesse período que a resistência à insulina, fisiologicamente induzida pela gestação, atinge seu pico. Isso aumenta a sensibilidade do teste para detectar o diabetes gestacional, que pode não ser evidente no início da gravidez.
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