Rastreamento de Aneuploidias: Marcadores e Conduta Fetal

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021

Enunciado

Gestante, 30 anos, 14 semanas foi ao pré-natal com ultrassonografia morfológica que evidenciou translucência nucal 3,0 mm, ducto venoso com onda A reversa, Osso nasal ausente.O risco relativo pós teste foi de 1:60. Qual a conduta CORRETA?

Alternativas

  1. A) Aguardar terceiro trimestre para realizar ultrassonografia morfológica.
  2. B) Tranquilizar a paciente pois 1:80 é um risco baixo de cromossomopatias.
  3. C) Informar a paciente o diagnóstico de aneuploidia sem possibilidade terapêutica.
  4. D) Realizar teste invasivo para estudo genético fetal.

Pérola Clínica

Múltiplos marcadores ultrassonográficos alterados + alto risco = indicar teste invasivo.

Resumo-Chave

A combinação de múltiplos marcadores ultrassonográficos alterados (TN aumentada, ducto venoso com onda A reversa, osso nasal ausente) no primeiro trimestre, mesmo com um risco pós-teste de 1:60, indica um risco elevado de cromossomopatia, justificando a realização de um teste invasivo para diagnóstico definitivo.

Contexto Educacional

O rastreamento de cromossomopatias no primeiro trimestre da gestação é uma ferramenta crucial na medicina fetal, combinando idade materna, marcadores bioquímicos e ultrassonográficos. A translucência nucal (TN) é o marcador mais conhecido, mas sua avaliação em conjunto com outros sinais, como o fluxo no ducto venoso e a presença do osso nasal, aumenta consideravelmente a acurácia do rastreamento. Neste caso, a gestante apresenta uma combinação de achados ultrassonográficos de alto risco: TN aumentada (3,0 mm), ducto venoso com onda A reversa e osso nasal ausente. Esses são marcadores fortes para aneuploidias, especialmente a Síndrome de Down (Trissomia do 21). Mesmo que o risco relativo pós-teste de 1:60 possa não parecer extremamente alto isoladamente, a presença de múltiplos marcadores ultrassonográficos alterados eleva substancialmente a probabilidade de uma cromossomopatia. Diante de um risco tão significativo, a conduta correta é oferecer à paciente a possibilidade de um diagnóstico definitivo através de um teste invasivo, como a biópsia de vilo corial (realizada geralmente entre 11 e 14 semanas) ou a amniocentese (após 15 semanas). Esses procedimentos permitem a análise do cariótipo fetal e a confirmação ou exclusão de aneuploidias, fornecendo informações essenciais para o aconselhamento genético e o planejamento da gestação.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais marcadores ultrassonográficos de aneuploidias no primeiro trimestre?

Os principais marcadores incluem translucência nucal (TN) aumentada, ausência ou hipoplasia do osso nasal, ducto venoso com onda A reversa e regurgitação tricúspide.

Qual a importância da combinação de marcadores no rastreamento?

A combinação de múltiplos marcadores aumenta significativamente a sensibilidade e especificidade do rastreamento para cromossomopatias, como a Síndrome de Down, indicando um risco mais preciso.

Quando é indicado um teste invasivo para estudo genético fetal?

Testes invasivos (biópsia de vilo corial ou amniocentese) são indicados quando o risco de aneuploidia é elevado, seja por idade materna avançada, rastreamento bioquímico alterado, ou presença de marcadores ultrassonográficos significativos.

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