PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023
Maria Eduarda, de 30 anos, é casada com Leandro de 32 anos. Eles têm um filho chamado Mateus, de 4 anos, e uma filha chamada Luana, de 2 anos. Na sua casa também moram seu cunhado Carlos, de 40 anos, que convive com HIV e sua mãe Rita, de 52 anos, que é diabética. Maria Eduarda buscou a Unidade de Saúde, pois está com tosse produtiva há 2 meses, além de emagrecimento. A médica então faz o diagnóstico de tuberculose através de baciloscopia positiva e inicia o tratamento. Além disso, em relação à infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB), considerando que os contatos domiciliares de Maria Eduarda estão assintomáticos, a médica precisa
Contato domiciliar < 5 anos de TB ativa → tratamento ILTB, independente de PPD/exames.
Crianças menores de 5 anos em contato domiciliar com caso de tuberculose pulmonar ativa são consideradas de alto risco para desenvolver a doença e, mesmo assintomáticas, devem receber tratamento para ILTB, independentemente do resultado da Prova Tuberculínica (PPD) ou outros exames, devido à imaturidade imunológica e ao risco de formas graves.
A Infecção Latente por Mycobacterium tuberculosis (ILTB) representa um desafio significativo na saúde pública, sendo crucial para o controle da tuberculose. Estima-se que um terço da população mundial esteja infectada, e cerca de 5-10% desses indivíduos desenvolverão a doença ativa ao longo da vida. O rastreamento e tratamento da ILTB são estratégias fundamentais para prevenir a progressão da infecção para a doença ativa, especialmente em grupos de alto risco. O diagnóstico da ILTB baseia-se na história de exposição ao bacilo, na Prova Tuberculínica (PPD) e/ou nos testes de liberação de interferon-gama (IGRA), após exclusão de tuberculose ativa. Em contatos domiciliares de casos de tuberculose pulmonar bacilífera, a investigação é prioritária. Crianças menores de 5 anos e imunocomprometidos (como pessoas vivendo com HIV/AIDS) são considerados de altíssimo risco para desenvolver a doença ativa e, por isso, a indicação de tratamento da ILTB é mais abrangente. O tratamento da ILTB visa eliminar os bacilos latentes e reduzir o risco de reativação. As diretrizes atuais recomendam o tratamento para crianças menores de 5 anos que foram contatos de casos de tuberculose pulmonar, mesmo que assintomáticas e com PPD não reator, devido à imaturidade do sistema imunológico e ao risco elevado de progressão rápida para formas graves da doença. Para outros contatos, a decisão de tratar a ILTB depende de fatores como idade, resultado da PPD e presença de comorbidades.
Crianças menores de 5 anos em contato domiciliar com caso de tuberculose pulmonar ativa devem receber tratamento para ILTB, independentemente do resultado da PPD, devido ao alto risco de progressão da infecção.
O rastreamento envolve a busca ativa de sintomas, realização de PPD e, em alguns casos, radiografia de tórax, especialmente em contatos de alto risco como crianças e imunocomprometidos.
A idade é um fator crucial, pois crianças menores de 5 anos têm maior risco de desenvolver formas graves de tuberculose e, portanto, a indicação de tratamento para ILTB é mais liberal e prioritária.
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