HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2021
Mulher, 48 anos de idade, com diagnósticos de Diabetes Mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica, comparece à consulta ambulatorial de seguimento. Faz uso de hidroclorotiazida 25mg/dia, enalapril 10mg 12/12h e metformina 850mg (2 vezes ao dia). Encontra-se assintomática, sem alterações dignas de nota ao exame clínico. Não realizou exames complementares no último ano. Na presente consulta, quais as condutas que devem ser tomadas para esta paciente?
DM2/HAS: Rastreio anual inclui fundoscopia, ECG, função renal (creatinina, potássio), HbA1c e microalbuminúria.
Pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 e Hipertensão Arterial Sistêmica requerem acompanhamento regular com exames para rastrear e monitorar complicações micro e macrovasculares, além de efeitos adversos da medicação. A fundoscopia, ECG, função renal, HbA1c e microalbuminúria são cruciais.
O acompanhamento de pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é fundamental para prevenir e detectar precocemente as complicações crônicas associadas a essas doenças, que são as principais causas de morbimortalidade cardiovascular e renal. A abordagem deve ser multifacetada, incluindo controle glicêmico, pressórico e lipídico, além do rastreamento de danos em órgãos-alvo. A periodicidade dos exames é crucial. A fundoscopia anual é essencial para detectar retinopatia diabética, uma das principais causas de cegueira. O eletrocardiograma auxilia na avaliação de cardiopatia isquêmica e hipertrofia ventricular esquerda, comuns em pacientes com HAS e DM2. A função renal, avaliada por creatinina e ureia, e o potássio, especialmente em uso de diuréticos e iECA/BRA, são vitais. A hemoglobina glicada (HbA1c) é o principal marcador do controle glicêmico a longo prazo. A microalbuminúria de 24 horas é um indicador precoce de nefropatia diabética e deve ser rastreada anualmente. Sua presença indica maior risco cardiovascular e renal, exigindo intensificação do controle pressórico e glicêmico, além de considerar o uso de iECA ou BRA. O manejo integrado dessas condições visa otimizar a qualidade de vida e reduzir o risco de eventos adversos graves.
Anualmente, devem ser solicitados fundoscopia, eletrocardiograma, creatinina, potássio, hemoglobina glicada e microalbuminúria de 24 horas para rastrear complicações e monitorar a doença.
A microalbuminúria é um marcador precoce de nefropatia diabética, permitindo intervenções para retardar a progressão da doença renal crônica.
O potássio é fundamental para monitorar os efeitos dos diuréticos tiazídicos, que podem causar hipocalemia, e dos inibidores da ECA, que podem levar à hipercalemia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo